Gil Vicente: renovação total gera luta acesa
Canta o galo para o novo campeonato e, como é normal neste despertar, há ainda muitas indecisões nas escolhas dos treinadores.
No caso do Gil Vicente, existiu mudança de técnico. Ainda assim, face à manutenção de grande parte dos jogadores da temporada passada e dos bons resultados nela obtidos, Luís Pinto não deverá atrever-se a fazer alterações abruptas em relação àquilo que era o esquema de César Peixoto (que seguiu para os ingleses Wolverhampton).
O único setor onde terá de haver renovação total em relação à equipa do ano desportivo transato são as alas da retaguarda.
Se, por um lado, no eixo da defesa se mantiveram Buatu e Marvin Elimbi (com Antonio Espigares e Arthur Tchaptchet sempre de reservas para qualquer eventualidade com a habitual dupla), por outro, a história é outra nas laterais.
Zé Carlos (à direita) e Konan (à esquerda) foram não as grandes apostas de César Peixoto, como, principalmente, dois dos grandes trunfos para a boa prestação na Liga 2025/26, em que os galos ficaram em 6.º lugar, com 50 pontos.
Tanto o destro como o canhoto supramencionados saíram de Barcelos (e, curiosamente, nenhum tem ainda novo clube) e deixaram dois lugares vagos nas alas. Para suprir tais vazios, os minhotos foram ao mercado.
Para a direita, os gilistas recrutaram o experiente Ricardo Esgaio (33 anos, ex-Karagumruk da Turquia) e o jovem José Silva (20 anos, ex-Sporting). Para a esquerda, foi contratado (também aos leões) David Moreira, de 22 anos, que vai fazer concorrência a Weverson, que já estava no plantel (chegou em janeiro do Fortaleza), mas participou em apenas um jogo na última época.
Ricardo Esgaio e David Moreira estão bem lançados para ocupar os lugares que, outrora, foram de Zé Carlos e Konan, mas José Silva e Weverson também procuram um lugar ao sol.
O Gil Vicente estreia-se no campeonato no domingo, às 20h30, diante do Rio Ave, no Estádio Cidade de Barcelos.