Gil Vicente não baixa a fasquia por Santi García
O bom desempenho de Santi García nas últimas duas épocas ao serviço do Gil Vicente despertou a cobiça de vários clubes, mas os galos não estão dispostos a facilitar a saída do centrocampista. A direção barcelense fixou a fasquia entre os 11 e os 12 milhões de euros para libertar o futebolista espanhol, de 24 anos.
Os belgas do Anderlecht (orientados por Vítor Bruno), os franceses do Toulouse e um emblema espanhol são os principais interessados. Contudo, segundo A BOLA apurou, o clube de Barcelos só aceita negociar pelos valores pretendidos, tendo já recusado propostas formais na ordem dos 8 milhões de euros.
A intransigência minhota assenta em dois pilares: o desportivo, por ser uma das peças fundamentais do onze de Luís Pinto, e o financeiro. Este defeso já rendeu 6 milhões de euros com a venda de Luís Esteves aos mexicanos do Atlas, verba à qual se somam 1,5 milhões de euros pagos pelo Wolverhampton para desvincular o treinador César Peixoto.
A estes encaixes acresce o encaixe de janeiro de 2026, no qual o clube faturou 23 milhões de euros com a transferência de Pablo Felipe para o Nottingham Forest e 1,5 milhões com a ida do guarda-redes Andrew para o Flamengo.
A prioridade da administração passa por evitar uma maior perda de qualidade no plantel, sobretudo após as saídas do referido Luís Esteves e dos laterais Zé Carlos e Konan, habituais titulares na época transata.
Resta perceber se algum dos pretendentes chegará aos valores exigidos, mas nunca deixará de ser um negócio muito proveitoso para o galo, pois Santi García chegou a custo zero proveniente do Getafe.
Caso o espanhol permaneça, Luís Pinto agradecerá a continuidade de um elemento em quem deposita total confiança — prova disso foi ter cumprido os 90 minutos na 1.ª jornada, diante do Rio Ave, assumindo papéis mais adiantados no terreno exatamente para colmatar a vaga deixada no meio-campo.