Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus - foto: IMAGO
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A incoerência entre as palavras de Ronaldo antes da tempestade e os atos em Copenhaga

Crise na Dinamarca com o surpreendente abandono do capitão da Seleção Nacional

A repentina crise em Copenhaga ganha contornos de incoerência total quando confrontada com as declarações do próprio capitão em entrevista à RTP há poucos dias. Bem antes do escalar da tensão e do abandono do treino e do estágio, Cristiano Ronaldo assumia outra postura.

«Se o selecionador [Jorge Jesus] decidir que o melhor para a equipa é eu começar no banco, aceito perfeitamente. Estou aqui para ajudar a Seleção Nacional no que for preciso. Se eu não entrar também não há problema, o mais importante é a equipa vencer e o grupo estar unido», disse, então, o capitão de Portugal.

Nessa mesma intervenção, o avançado desdramatizara o seu papel e a nova fase sob o comando de Jorge Jesus: «O mais importante é o coletivo e que Portugal consiga vencer os jogos. Sempre disse que o grupo está acima de qualquer jogador e estou totalmente disponível para cumprir a função que me for atribuída».

A declaração pretendia transmitir serenidade e compromisso total com os objetivos da equipa das quinas. Contudo, a teoria ruiu na prática. A disponibilidade total evaporou-se após a conferência de imprensa em que Jorge Jesus confirmou a titularidade de Gonçalo Ramos, vincou a sua autoridade no balneário e reafirmou a gestão do capitão — idêntica à do jogo anterior, onde o pós-aquecimento nem sequer culminou na entrada em campo para os 30 minutos previstos.

O contraste entre o discurso público, em que assumia verbalmente a condição de suplente, e a polêmica no Parken escancara, neste caso, a contradição entre as palavras e os atos.

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