Giannis Antetokounmpo é a estrela dos Milwaukee Bucks - Foto: IMAGO

Giannis e os rumores de saída dos Bucks: «Quero estar aqui, mas para ganhar»

Grego confessou todo o amor pela cidade de Milwaukee, onde nasceram os filhos e está enterrado o pai, e garantiu que o que deseja é «ser um Milwaukee Buck até ao fim da carreira», mas adiantou que, aos 31 anos, sente que tem de voltar o mais depressa possível a lutar pelo campeonato

Giannis Antetokounmpo, extremo-poste dos Milwaukee Bucks, abordou, em entrevista ao The Athletic, a possibilidade de deixar o único clube que representou na NBA. O duas vezes MVP, em 2019 e 2020, campeão e MVP das Finais de 2021 e Jogador Defensivo do Ano de 2020 afirmou que tem todo o desejo de terminar a carreira na mesma organização em que começou, mas que só manterá a vontade de continuar a representar a equipa do Wisconsin se tiver possibilidades de lutar pelo campeonato.

Os Milwaukee Bucks não estão a ter uma época nada feliz. O conjunto leva 19 vitórias e 29 derrotas, ocupa o 12.º lugar da conferência este e está a cinco vitórias dos Chicago Bulls, que estão na 10.ª posição, a primeira que permite lutar pela presença nos play-offs. A má temporada, aliada aos maus desempenhos dos anos após o título de 2021 — em 2022 caíram na segunda ronda da fase a eliminar e, desde então, nunca mais avançaram da primeira ronda — levaram a que uma troca do duas vezes MVP e líder histórico em jogos, minutos, pontos, ressaltos, assistências e desarmes de lançamento, entre outras estatísticas, estivesse em cima da mesa.

Quererá, então, Giannis deixar os Bucks? «Vamos pôr a equipa de lado por um segundo. Vamos falar da cidade», respondeu o atleta de 31 anos a Eric Nehm, jornalista do The Athletic. «Quando abro o passaporte dos meus filhos, leio Milwaukee, Wisconsin. Nascidos em Milwaukee, Wisconsin. Tive quatro filhos em cinco anos aqui. O meu pai está enterrado nesta cidade. Construí uma casa para a minha mãe a 10 segundos da minha. Em que planeta é que alguém havia de querer deixar isto?», começou por responder. «Se me perguntares o que quero, lá no fundo, é ser um Milwaukee Buck para o resto da minha carreira. Quero vencer aqui mais um campeonato. E se me disserem que isso é possível, desligamos já o telemóvel», acrescentou.

Sentimentos pessoais que não descartaram, ainda assim, uma eventual saída, com Minnesota Timberwolves, Miami Heat e Golden State Warriors a serem dados como favoritos para receberem o extremo-poste caso uma troca tenha mesmo lugar até ao fim da janela de trocas, que fecha às 20 horas (de Portugal Continental) da próxima quinta-feira. «Quero estar aqui, mas para vencer, não para lutar pela minha vida para chegar aos play-offs. Não estou habituado a basquetebol inconsistente. Durante o jogo, não sei se vêem a minha cara, mas fico frustrado. Sei que há momentos em que vamos perder, não vamos ganhar sempre... Mas, no final de contas, é uma questão de como lidamos connosco próprios. Vejo outras equipas a jogar, a química que têm e como as pessoas fazem as coisas certas no momento certo. É isso que quero para a minha equipa», explicou.

Apesar da má temporada coletiva, Giannis Antetokounmpo, que soma médias de 28 pontos, 10 ressaltos e 5.6 assistências por jogo em 2025/26. garantiu que, se ficar convencido de que a equipa pode ser competitiva na próxima época, manterá o desejo de ficar «a um milhão por cento». Mas não esqueceu o «invencível Pai-Tempo». «Tem tudo a ver com competir. Tenho 31 anos... há menos hipóteses à minha frente para competir, estar presente e sentir-me como me sentia há um par de anos. Só quero voltar [à luta pelo campeonato] assim que possível, porque sinto que estou a ficar sem oportunidades, sem tempo. Quanto tempo pode durar o auge da carreira? Se tiver sorte, vamos dizer que até aos 36, 27. Se for pela rota do LeBron James, talvez aos 41. Mas vamos ser realistas: o Pai-Tempo é invencível», completou.