Gabri Veiga em bom plano - Rogério Ferreira/Kapta+
Gabri Veiga em bom plano - Rogério Ferreira/Kapta+

Gabri, o pensador do jogo de um dragão quanto baste (as notas do FC Porto)

Espanhol foi o elo mais forte do FC Porto enquanto esteve em campo, mas depois Farioli optou por algum conservadorismo. Oskar Pietuszewski mostrou ser um espalha-brasas e Deniz Gul tarda em convencer
O melhor em campo — Gabri Veiga (nota 7)
Voltou ao onze portista depois de ter feito uma assistência primorosa na vitória suada na Madeira, diante do Nacional. O espanhol aproveitou bem a oportunidade concedida por Francesco Farioli e começou a explanar o perfume do seu futebol, com passes milimétricos e a gizar bons lances no ataque dos azuis e brancos. Esteve envolvido no lance decisivo do encontro, ao fazer o passe para Oskar Pietuszewski e voltou a fazê-lo no lance em que Deniz Gul fez o 2-0, mas que foi anulado por fora de jogo de oito centímetros de Oskar Pietuszewski num momento anterior. A verdade é que não se compreende a postura conservadora de Francesco Farioli ao retirar o médio de campo, pois o FC Porto ficou sem o pensador do jogo e perdeu ligação entre os setores. Mesmo assim, fez a diferença enquanto esteve no revado do Dragão...

(5) DIOGO COSTA — Sempre que o Rio Ave se acercou da sua área criou perigo, com cruzamentos perigosos, um deles — de Bezerra — causou calafrios. A vitória magra no marcador deixou sempre uma certa indefinição até ao final...

(6) ALBERTO — Entrada em jogo a todo o gás, com dois cruzamentos primorosos, que Deniz Gul e também Oskar Pietuszewski não deram a devida sequência. Defensivamente facilitou em um ou outro momento, mas no cômputo geral cumpriu a sua missão.

(6) BEDNAREK — Sempre no seu estilo de líder da defesa, o polaco procurou, como é seu timbre, construir jogo a partir de trás e foi competente no aspeto defensivo, com um Rio Ave com uma frente de ataque bastante móvel e rápida.

(6) PABLO ROSARIO — Adaptado a central, o internacional dominicano cumpriu a preceito a sua missão, sempre com a galhardia que lhe é característica. Bons apontamentos a lançar os companheiros nas alas.

(6) ZAIDU— Não obstante as suas limitações técnicas, mais um jogo bem conseguido do lateral-esquerdo, que cumpriu o segundo jogo consecutivo a titular. Mostra ao treinador que pode ser uma opção válida até ao final da temporada.

(7) FROHOLDT — Sempre ligado à corrente, acompanhou a jogada individual de Oskar Pietuszewski e empurrou a bola para o fundo das redes dos vilacondenses. Dinâmico, sempre em constante movimento, dinamarquês foi igual a si próprio durante o encontro.

(6) ALAN VARELA — Atuando sempre de frente para o jogo, o argentino nunca teve grandes amarras e tentou mesmo, de meia distância, a sua sorte, mas o esférico saiu a rasar a barra. Cortou muitas linhas de passe ao adversário e correu quilómetros em prol do coletivo.

(5) PEPÊ — Deu boas indicações nos instantes iniciais, com desequilíbrios no seu raio de ação, mas rapidamente voltou à toada dos últimos jogos: previsível e inconsequente... Na segunda parte teve apenas uma investida perigosa pelo lado direito, com o lance a ser salvo por um defesa do Rio Ave que impediu o 2-0.

(5) DENIZ GUL — Apesar de esforçado, parece um corpo estranho nas movimentações ofensivas da equipa. Chegou sempre tarde aos cruzamentos dos companheiros e só deu nas vistas no lance polémico em que caiu na área do Rio Ave. Marcou um golo, mas o lance não valeu por posição irregular de um companheiro.

(7) OSKAR PIETUSZEWSKI — Há um novo espalha-brasas. Impressionante a forma como o jovem polaco de apenas 17 anos encara os adversários no um para um. Notável o trabalho que desenvolveu no lance que originou o único golo da partida. Depois, na segunda parte, começou a perder alguma lucidez no seu jogo.

(5) RODRIGO MORA — Entrou para o lugar de Gabri Veiga, mas passou também a espaço pela posição nove após a saída de Deniz Gul e antes da entrada de Moffi. Teve a oportunidade de sentenciar a partida na parte final, mas exagerou nos toques na bola.

(4) BORJA SAINZ — Procurou tirar partido da sua velocidade pelo flanco canhoto e conseguiu a espaço criar alguns lances de perigo, mas não passou disso.

(5) WILLIAM GOMES — Farioli quis dar mais dinamismo ao lado direito do ataque e apostou na velocidade do brasileiro.

(5) FOFANA — Entrou para dar maior consistência à zona intermédia quando o Rio Ave ainda ameaçava chegar à igualdade. Cortou algumas iniciativas ao opositor e também procurou chegar mais à frente.

(5) MOFFI — Ainda à procura da melhor forma, o ponta de lança entrou na reta final para o lugar de Deniz Gul e pouco tempo depois atirou ao poste e ficou muito perto do 2-0, após uma perda de bola de Ryan Guilherme em zona proibida. Ficou a amostra do que pode valer no que resta da temporada, agora Samu e Luuk de Jong se encontram lesionados...

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