Froholdt 'OK', as emoções de Samu e a chegada de Fofana: tudo o que disse Farioli
Francesco Farioli confirmou que Froholdt está apto para defrontar o Gil Vicente. O italiano falou ainda sobre Samu, do mercado, com a iminente chegada de Seko Fofana, médio do Rennes, e do regresso de Vasco Sousa ao Olival.
— Quais são as suas expectativas para o jogo com o Gil Vicente?
— É um jogo que vai exigir muito de nós. O Gil está a fazer um trabalho fantástico, é uma equipa perigosa de várias formas e pratica muito bom futebol. Há algumas semelhanças connosco, respeito muito o trabalho que estão a fazer. São muito físicos, é uma das poucas equipas que, em alguns parâmetros, corre mais do que nós. Temos de estar preparados para isso.
— Conta com Victor Froholdt para esta partida?
— Deve estar OK. Ontem fez uma sessão de recuperação e espero que esteja pronto para o jogo de amanhã. Está num momento muito positivo. É um jovem que se está a adaptar a um novo país, mas está a evoluir muito. Descobrimo-lo pelo aspeto físico, corre mais de 13 quilómetros por jogo, e também está a crescer no conhecimento do jogo. Joga cada vez com mais liderança, confiança e carisma em campo. Estou muito feliz com o trabalho dele.
— O treinador do Gil Vicente disse que não iria 'estacionar' o autocarro no Dragão. Agrada-lhe esta abordagem por parte do adversário?
— Agrada, claro. É como jogaram sempre. Na 1.ª volta foi ela por ela e agora espero que seja o mesmo. Estão a ter resultados que, claramente, vêm de uma grande mentalidade e abordagem. Espero que venham com coragem e com o desejo certo. Como é evidente, do nosso lado o desejo, a competitividade e o espírito estarão lá. Vamos precisar de tudo, dos adeptos novamente também. Espero um jogo aberto dos dois lados.
— Disse que seria Samu a bater o próximo penálti. O facto de o jogador demonstrar as suas emoções pode ser um ponto negativo ou considera que não?
— Não acredito que mostrar emoções seja negativo, também sou assim, para o bem e para o mal. Para quem vive este trabalho com intensidade é impossível esconder as emoções. A reação diz muito do seu compromisso. Somos humanos, às vezes falhámos, não somos robots. Tenho a certeza que estará bem e se houver um penálti, ele estará com confiança. E o estádio estará com ele, será ele a marcar.
— Como foi a preparação deste jogo depois do atraso no regresso da Chéquia?
— Houve menos dias para preparar o jogo. O dia em que viajámos também não foi fácil, o voo teve um problema, atrasou. Fizemos uma sessão física e hoje vamos focar-nos totalmente na preparação do jogo. Não é ideal. Acho que os jogadores vão estar preparados para este cenário. Estamos numa fase muito boa. Nos últimos três jogos, em vários parâmetros, tivemos os melhores números da temporada, e isso significa que a equipa está num nível físico muito positivo, capaz de jogar vários jogos num curto espaço de tempo. Não tenho nenhuma dúvida nesse aspeto. Estamos prontos, acho que a energia está nos níveis certos e a importância deste jogo é clara. A motivação é a mais alta e todos os ingredientes estão lá para fazermos uma boa exibição, conhecendo as dificuldades do campeonato e que o adversário trará.
— Está há meio ano em Portugal. A Liga tem sido mais fácil do que imaginava?
— Não, de todo. Acho que é muito difícil. As margens ficam cada vez mais próximas a cada dia que passa e vemos isso em todos os jogos e fins de semana. O facto de estarmos a medir forças com dois gigantes, com uma equipa que já tem duas Champions, outra que tem dois campeonatos consecutivos, uma tem um dos treinadores mais bem-sucedidos de sempre. Dizer que o campeonato é fácil é totalmente errado. Cada jogo exige muito de nós e com o Gil teremos mais um exemplo do quão competitiva é esta liga. É um campeonato bastante difícil e tão complicado quanto esperava. Tento sempre preparar-me para os piores cenários.
— Olhando para os quatro jogos onde o FC Porto marcou quatro golos, preocupa-o não ter tempo para trabalhar a produção ofensiva da equipa?
— É verdade que só marcámos um golo nos últimos jogos, mas se recuarmos à UEFA Europa League... Falhámos um penálti, estivemos três vezes à frente do guarda-redes, vários remates defendidos em cima da linha. Acho que tivemos 2,6 golos esperados. Contra o Vitória de Guimarães houve um penálti falhado, uma bola no poste, alguns momentos bons. Acho que estamos a criar uma quantidade razoável de oportunidades. Se falarmos de eficácia, sim, faz mais sentido. É algo que também está relacionado com o momento da equipa e é uma questão de centímetros. Precisamos de manter a calma. Se avaliarmos as exibições de uma maneira mais racional, acho que estamos bastante bem. É importante manter o ritmo, evoluir nas coisas em que é preciso melhorar e, em simultâneo, não perder o foco.
— O Vasco Sousa está de regresso para recuperar da grave lesão que sofreu...
— Estamos muito contentes por tê-lo de novo connosco, mesmo sendo difícil para ele recuperar antes do fim do ano. Desde que o conheci, sempre tive uma relação ótima com ele. Tem muita energia, está sempre com um grande sorriso e apesar de ter passado por um período difícil, não só no futebol, mas na vida, ele nunca perdeu esse sorriso. Estamos muito felizes por tê-lo cá novamente para nos apoiar e para podermos dar-lhe as vibes certas para o ajudar a recuperar também.
— Francisco Moura regressou à competição na Liga Europa. Qual poderá ser o seu enquadramento no jogo contra o Gil, tendo em conta que tem utilizado Kiwior e Martim Fernandes no lado esquerdo da defesa?
— Nestes últimos tempos estávamos com poucos jogadores para a esquerda, com as lesões do Francisco Moura e o Zaidu na seleção da Nigéria. Temos novamente toda a gente preparada para jogar e competir. Temos muitos jogos pela frente e todos terão o tempo de jogo e oportunidade para se mostrarem.
— O mercado de inverno está a fechar. Seko Fofana, do Rennes, é um jogador que pode dar o equilíbrio que necessita para o meio-campo?
— Sobre esse tema, o presidente foi claro há alguns dias e eu também. Estamos contentes com a equipa, mas abertos a avaliar possibilidades para melhorar. Temos de estar preparados se alguns jogadores saírem. Se alguém sair, tem de entrar alguém. Situação é essa.
— O que trouxe Oskar Pietuszewki às alas ofensivas do FC Porto?
— A chegada de Oskar deu-nos oportunidade de aumentar a densidade nas alas, isso dá-me a oportunidade de ter mais poder físico, energia e gestão, porque na realidade Pepê, Borja e William carregaram a responsabilidade de duas posições em 32 jogos e é uma exigência grande para este estilo de jogo, que pede muito com a bola e ainda mais sem ela. Muitas vezes quando falamos do registo defensivo, acreditamos que tudo está na solidez da linha defensiva, mas uma grande parte vem dos jogadores ofensivos e eles contribuem muito para estes desempenhos e para os resultados que temos tido. Temos mais densidade com Oskar, há mais oportunidades de dividir minutos, de eles estarem mais frescos e isso aumenta a possibilidade de sermos mais eficientes nos golos. É natural termos esse reflexo em números, mas parece que vamos ter um período com mais equilíbrio no plantel à frente e os golos e assistências virão. O mais importante é que a equipa continue a gerar boas bolas, situações de um para um e de vantagem, para que o seu talento e qualidades estejam na melhor situação possível para ganharmos jogos.
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