Fredy Guarín ao lado do seu compatriota Falcao no FC Porto
Fredy Guarín ao lado do seu compatriota Falcao no FC Porto - Foto: IMAGO

Fredy Guarín recorda ‘triplete’ com Villas-Boas: «É um visionário, vai tornar o FC Porto grande outra vez»

Antigo médio colombiano dos portistas passou em revista os anos em que jogou nos azuis e brancos

Fredy Guarín foi o convidado do Casa Football Podcast e entre muitos temas, o antigo médio colombiano passou em revista os anos em que jogou no FC Porto. Guarín chegou aos azuis e brancos em 2008, proveniente do Saint-Étienne, cruzando-se com André Villas-Boas na época em que os dragões venceram Liga (sem derrotas), Liga Europa e Taça de Portugal.

Tínhamos uma equipa muito latina, quase uma família. Havia muita qualidade, todos estávamos em grande forma, jovens e com uma vontade enorme de ganhar

«Passei dois anos a trabalhar para ganhar o meu lugar. E depois chegou aquela época [2010/11, do triplete], foi simplesmente única. Tínhamos uma equipa muito latina, quase uma família. Havia muita qualidade, todos estávamos em grande forma, jovens e com uma vontade enorme de ganhar. Parecia que o futebol e o próprio universo nos tinham juntado naquele momento.»

Sobre André Villas-Boas, técnico que liderou a equipa na essa época dourada, o colombiano não poupa elogios: «Tive uma excelente relação com o André. É uma grande pessoa. Tenho a certeza de que vai fazer do FC Porto um grande clube outra vez. É um visionário, sabe muito bem o que faz. Com ele, o FC Porto pode voltar a ser esse gigante, com uma estrutura forte e um projeto claro.»

Sinceramente, não esperava passar do Saint-Étienne para o FC Porto, um clube que tinha conquistado a Liga dos Campeões poucos anos antes. Acho que o meu trabalho silencioso em França acabou por dar frutos

«Sinceramente, não esperava passar do Saint-Étienne para o FC Porto, um clube que tinha conquistado a Liga dos Campeões poucos anos antes. Acho que o meu trabalho silencioso em França acabou por dar frutos. Ninguém imaginava uma transferência dessas. Cheguei a um clube de enorme nível, com grandes jogadores, e tive de lutar muito para conquistar o meu espaço», recorda o jogador, que depois de sair do FC Porto abraçou uma aventura em Itália, representando o Inter de Milão.

Jogávamos para vencer, claro, mas também nos divertíamos muito. Lembras-te do Barcelona dessa época, quando ganhava tudo e o Ronaldinho estava sempre a sorrir? Era um pouco assim connosco também

«Jogávamos para vencer, claro, mas também nos divertíamos muito. Lembras-te do Barcelona dessa época, quando ganhava tudo e o Ronaldinho estava sempre a sorrir? Era um pouco assim connosco também. Aproveitávamos cada momento. Tudo corria bem. Éramos três colombianos: eu, o Falcao e o James. Havia uruguaios, brasileiros, o Sapunaru da Roménia… era realmente uma família. Foi a minha melhor temporada na Europa. Nunca mais voltei a sentir algo assim noutra equipa. Foi verdadeiramente único», recordou Guarín.

O Hulk impressionou-me muito. É literalmente uma máquina, faz jus ao nome. O Falcao estava na melhor fase da carreira na Europa, uma verdadeira máquina de marcar golos

Entre os companheiros dessa geração, alguns deixaram-lhe uma marca especial. «O Hulk impressionou-me muito. É literalmente uma máquina, faz jus ao nome. O Falcao estava na melhor fase da carreira na Europa, uma verdadeira máquina de marcar golos. O James ainda estava a começar o seu caminho na Europa e ganhou projeção. E o Moutinho era talvez o jogador mais importante da equipa: fazia tudo bem, era muito regular e sempre decisivo dentro de campo.»