Francisco Neto admite: «Hoje fomos inferiores à Finlândia»
Portugal terminou esta terça-feira a primeira fase de apuramento para o Mundial 2027 — a Liga das Nações — com uma derrota por 1-3 com a Finlândia. Após a partida, Francisco Neto, selecionador nacional, admitiu que a derrota foi um resultado justo tendo em conta a exibição das Navegadoras.
«Não foi um Portugal igual ao que foi nos outros jogos de qualificação. O resultado é justo. Em alguns momentos de jogo até acabámos por ter alguma sorte», começou por dizer o selecionador nacional, que também deixou críticas à organização e à não utilização do videoárbitro: «Independentemente disso, não é pelo que se passou hoje, mas continuo a achar uma injustiça na qualificação não haver um VAR. Se a UEFA quer dar o passo em frente, e já falámos muito disso... Não sou só eu, todos os treinadores comentam isso. O futebol feminino merece», afirmou, sem deixar de realçar que «não era pelo VAR» que a Seleção Nacional teria vencido este jogo.
«Hoje fomos inferiores à Finlândia. Não nos conseguimos encontrar. Raramente conseguimos ter bola como costumamos ter e perdemos os duelos. Não igualámos os níveis de intensidade e, quando assim é, as coisas tornam-se mais difíceis», prosseguiu Francisco Neto, que reforçou que a equipa chegou muitas vezes tarde aos duelos: «Não foi um jogo muito competente da nossa parte nesse aspeto.»
A derrota não evitou, ainda assim, que a Seleção Nacional ficasse em primeiro lugar (pela diferença de golos; mais um golo finlandês teria atirado Portugal para o segundo lugar) no grupo B3, que, além valer a subida à Liga A da Liga das Nações, também garantiu, na teoria, uma posição melhor no sorteio do play-off de acesso ao Campeonato do Mundo.
«Os dois grandes objetivos foram cumpridos. Não podemos só olhar para este jogo. Pelos cinco jogos anteriores, fomos merecedores. Agora é fazer o nosso processo. 95% da equipa vai entrar em férias. Vão encontrar novos objetivos individuais, com mudanças de clube e de contexto para algumas jogadoras. Cá estaremos em outubro para as recebermos e para prepararmos o apuramento para o Campeonato do Mundo da melhor forma», referiu.
«Desta fase de grupos fica, acima de tudo, um grupo de jogadoras que foi crescendo. Não terminou da forma como gostava, mas faz parte da mentalidade. Apesar de termos subido de divisão e de irmos ao sorteio com melhor classificação, foi o que disse às jogadoras: quando se representa Portugal, não se festejam derrotas. Hoje é um dia que não iremos celebrar, mas que nos servirá para crescer», completou.