A capitão Sofia Silva diz que é um orgulho estar no Eurobasket 2025. Foto FPB

«Foi muito duro, mas tenho um bom 'feeling' em relação ao Eurobasket 2025»

Sofia Silva é a capitã da Seleção Nacional de basquetebol que este ano garantiu pela primeira vez na história a presença na fase final do Eurobasket e, depois de um caminho de 17 anos, quer desfrutar do momento

A capitã da Seleção Nacional, Sofia Silva, está confiante na prestação da equipa no Eurobasket para o qual se qualificou pela primeira vez na história. Aos 34 anos, Sofia Silva sorri e diz que o caminho é a melhor parte do processo.

— Agora que já se realizou o sorteio para o Eurobasket parece mais real que Portugal conseguiu finalmente dar esse passo? Gostou do sorteio?

— É o que é. Só o facto de nos termos classificado já é muito bom e temos de estar muito felizes por isso. Não esperava que existisse um grupo fácil, acho que não há nenhum grupo assim que possamos dizer que é acessível. De qualquer forma, agrada-me porque nós já tivemos jogos com a Bélgica, a atual campeã, nos quais conseguimos competir bastante bem. Em relação às outras equipas, não tivemos essa oportunidade e não conhecemos tão bem. Mas tenho um bom feeling [risos].

— Tirando a Bélgica, a Chéquia neste momento é mais tradição e escola? E Montenegro, muito duras fisicamente?

— As checas foram campeãs, já passaram uns anos mas não podemos pensar que estão mais fracas, podem estar só adormecidas e creio que o Montenegro é muito forte, mas era bastante mais dominante há uns anos. Elas tiveram algumas dificuldades em classificar nesta última janela. Então, não sei, acho que...

Grupo D
Portugal participará no evento pela primeira vez e ficou integrado no Grupo D, o qual ficará sediado em Brno, República Checa – um dos quatros país anfitriões do evento – na fase inicial de grupos. As Linces (40.º do ranking FIBA) terão como adversárias as seleções da Bélgica (6.º), República Checa (18.º) e Montenegro (19.º).

— Portugal tem hipóteses de passar?

— Acho que sim [sorri]. Não quero estar já a pensar muito nisso, a criar grandes expetativas porque ainda temos muito trabalho pela frente, temos toda a preparação para fazer, ainda nem acabámos os campeonatos. Mas, não sei…

A Seleção Nacional de basquetebol durante o Hino. Foto FPB

— E se corre bem, não é?

— Exatamente [risos].

Calendário Portugal Eurobasket2025
18 de junho: Bélgica-Portugal, Rep. Checa-Montenegro. 19 de junho: Montenegro-Bélgica, Portugal-Rep. Checa. 21 de junho: Bélgica-Rep. Checa, Montenegro-Portugal.

— Então, passando à fase de preparar e afinar, o que acha que a Seleção deve fazer para chegar na melhor forma ao Europeu, em junho? Já está no limite ou ainda pode crescer?

— Honestamente, a nossa equipa é sempre uma equipa surpresa. Nós somos literalmente uma equipa. Um dia destaca-se uma jogadora, no outro dia aparece outra e ainda outra que se destaca. Em termos de scouting, de quem está a preparar o jogo contra nós, não se pode relaxar. Normalmente, se jogamos contra uma Bélgica, sabemos quem é a jogadora mais perigosa, ou as jogadoras que podem resolver um jogo. Mas, na nossa Seleção é diferente, aqui é a equipa que funciona. Por isso, acho que não devíamos fugir muito a isso, ao que temos feito, porque que tem funcionado. Claro que depois vamos ter de tentar potencializar outras coisas, porque cada seleção é diferente, vamos tentar adaptar-nos ao rival, mas a nossa identidade defensiva vai lá estar, de certeza, não tenho dúvidas. E pronto, quando agora em maio começarmos a preparação, possivelmente vão fazer-se alguns ajustes, mas acredito que será mais ou menos isso.

Sofia Silva no jogo com a Sérvia em Coimbra. Foto FPB

— O facto de não termos uma... não quero dizer uma estrela, porque também não quer parecer que estou a diminuir, mas não haver alguém que se destaque, é o principal elemento surpresa, é mais difícil marcar e identificar o perigo, de onde vem o perigo, é isso?

— Exatamente, tem toda a razão, é isso mesmo que eu penso. Não há nenhuma superstar na nossa seleção, então acho que isso é o que nos torna especiais também, não é? Porque, claro, não há tanto foco numa ou noutra. Um dia pode ser uma Carolina Rodrigues, outro dia pode ser uma Maianca…

— Não se sabe por onde é que o perigo vai surgir?

— Exato, isso é bastante agradável de se ver e é bonito também.

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