Flick, treinador do Barcelona, em conferência de imprensa
Flick, treinador do Barcelona, em conferência de imprensa

Flick condena racismo: «É frustrante que um pequeno grupo de idiotas não entenda»

Treinador do Barcelona destacou postura de Lamine Yamal, que marcou uma posição sobre os cânticos islamofóbicos durante o jogo de Espanha contra o Egito

Na antevisão do importante duelo com o Atlético Madrid no Metropolitano, Hansi Flick, treinador do Barcelona, abordou vários temas da atualidade, desde a análise ao adversário até à condenação dos cânticos racistas no particular entre Espanha e Egito.

O técnico alemão antecipa um desafio exigente frente a uma das melhores equipas de Espanha e da Europa. «O Atlético Madrid muita qualidade e qualquer jogador pode decidir o jogo. É muito importante não cometer tantos erros como no último jogo lá», afirmou, mostrando-se satisfeito com o treino da equipa e ciente da importância dos próximos dois meses.

Flick considera o Atlético Madrid um adversário de topo, elogiando o seu treinador e jogadores. «É sempre duro jogar contra eles e têm um dos melhores treinadores do mundo. Gosto do que vejo deles e de como jogam. Têm dos melhores jogadores do mundo, como Griezmann. Os seus futebolistas são fantásticos e o ambiente no seu estádio é magnífico também», sublinhou.

Um dos temas centrais da conferência foi o racismo, na sequência dos incidentes no jogo da seleção espanhola. Flick elogiou a postura de Lamine Yamal.

«Creio que o Lamine fez um comunicado fantástico. No futebol, defendemos a inclusão. Acho que é frustrante, é um pequeno número de idiotas que não entende isto. É altura de pensar e melhorar. Não só no futebol, mas na vida. Não há lugar para o racismo. É sobre estarmos juntos. Todos queremos ser respeitados, não importa a tua pele, raça, nada. É altura de mudar estes pensamentos», comentou.

No que toca ao plantel, o treinador confirmou a lesão de Raphinha, lamentando o sucedido. «É uma lesão, temos de viver com isto, faz parte do futebol e da vida. Não é o melhor momento, para ele, para nós. Ele estava muito triste com isto», explicou, revelando que a decisão de conceder uns dias de folga ao jogador no Brasil foi sua, para que pudesse estar com a família num momento difícil.

Em sentido inverso, Flick celebrou os regressos de Balde, Koundé e Eric García, mas pediu paciência para a recuperação de Frenkie de Jong. «Temos de esperar pelo Frenkie, talvez na próxima semana possa começar a treinar. Passo a passo», disse.

Questionado sobre o estado do relvado do Metropolitano, o técnico revelou que o tema foi discutido com os jogadores. «Disse-lhes para estarem atentos a isso e que talvez possam ter de mudar as chuteiras. Têm de se preparar e adaptar», referiu.

O treinador alemão falou ainda sobre outros jogadores, como Rashford, com quem se mostrou «contente», e Lewandowski, que descreveu como «muito profissional», apesar da tristeza por falhar o Mundial. Por fim, elogiou a aposta do clube na formação e no futebol feminino, descrevendo a filosofia de La Masia como «fantástica» e o nível da equipa feminina como «outro nível» após ter assistido a um jogo.