Prestianni e Vinícius no Benfica-Real Madrid — Foto: Imago
Prestianni e Vinícius no Benfica-Real Madrid — Foto: Imago

FIFA estende castigo a Prestianni, que pode falhar o Mundial

Jogador do Benfica foi acusado de fazer insultos homofóbicos a Vinícius Júnior

O Comité Disciplinar da FIFA aceitou o pedido da UEFA e alargou a todo o mundo a suspensão por homofobia aplicada a Gianluca Prestianni, o que poderá levar o avançado argentino a falhar os dois primeiros jogos do próximo Mundial. A informação foi adiantada pelo The Athletic e confirmada por A BOLA.

O jogador do Benfica foi alvo de um castigo de seis jogos de suspensão, com três com pena suspensa, por conduta homofóbica, na sequência de um incidente com Vinícius Júnior, do Real Madrid, durante um encontro da Champions League em fevereiro. A investigação foi aberta após Vini ter alegado que foi alvo de insultos racistas por parte de Prestianni. A sanção foi anunciada a 24 de abril.

Esta quarta-feira, um porta-voz da FIFA, citado pelo The Athletic, confirmou a decisão: «O Comité Disciplinar da FIFA decidiu estender a suspensão de seis jogos imposta pela UEFA ao jogador do SL Benfica, Gianluca Prestianni, para que tenha efeito a nível mundial.»

Castigo visa Campeonato do Mundo

Assim, caso seja convocado para a seleção da Argentina para o Mundial nos Estados Unidos, Canadá e México, Prestianni, de 20 anos, pode ficar impedido de defrontar a Argélia e a Áustria, os primeiros dois jogos da campeã do mundo na prova. O avançado, que conta com apenas uma internacionalização, esteve na convocatória de março para os jogos amigáveis contra a Mauritânia e a Zâmbia.

Apesar da extensão do castigo de Prestianni, o jogador continua apto a participar nos dois últimos jogos do Benfica na Liga, contra o SC Braga e o Estoril, bem como no encontro particular da Argentina contra as Honduras, a 7 de junho. Isto porque, segundo o The Athletic, a sanção com «efeito mundial» aplica-se apenas a competições da UEFA e a jogos oficiais de competições da FIFA.

O castigo original da UEFA previa que três dos seis jogos de suspensão ficassem com pena suspensa por um período de dois anos. Prestianni já cumpriu um jogo de castigo, uma vez que foi suspenso «preventivamente» para a segunda mão do play-off contra o Real Madrid, a 25 de fevereiro, enquanto decorria a investigação.

Ao se dirigir a Vinícius tapando a boca com a camisola, esta ação de Prestianni levou à aprovação de uma lei com o seu nome que visa punir jogadores que se dirijam a adversário com a boca tapada.

Apesar das acusações de racismo feitas por Vinícius e de o árbitro François Letexier ter ativado o protocolo da FIFA para abuso racial, Prestianni acabou por ser acusado de fazer insultos homofóbicos, nomeadamente por ter chamado maricas (maricón) a Vinícius, e não macaco (mono).

Notícia atualizada às 13h35.

A iniciar sessão com Google...