André Villas-Boas, presidente do FC Porto - Foto: IMAGO

FC Porto reage à demissão de Duarte Gomes e exige esclarecimentos

Dragões emitiram comunicado sobre polémica que rodeia a arbitragem nacional

O FC Porto reagiu, esta quarta-feira, à demissão de Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico de Arbitragem e à subsequente polémica relacionada com a entrega do processo — que está relacionado com suspeitas de ingerência nas nomeações para os jogos da Liga — por parte da Federação Portuguesa de Futebol ao Ministério Público.

Através de comunicado, o clube campeão nacional manifesta «profunda preocupação e consternação os factos recentemente tornados públicos relativamente ao setor da arbitragem» e vinca que, «sem antecipar qualquer conclusão, a gravidade institucional das denúncias agora conhecidas impõe transparência, responsabilidade e respostas urgentes». «A arbitragem é um pilar essencial da credibilidade das competições e o futebol português não pode aceitar que o silêncio substitua os esclarecimentos que clubes, árbitros, demais agentes desportivos e adeptos têm o direito de conhecer», apontam os dragões.

«Ao longo da última temporada, o FC Porto realizou diversos alertas públicos de apreensão sobre o modelo de funcionamento do atual Conselho de Arbitragem e sobre o modo como o mesmo estava a afetar o sereno funcionamento das competições e a criar instabilidade nas tomadas de decisão dos árbitros em campo. O tempo confirmou essas preocupações», realçam os azuis e brancos, que exigem a Pedro Proença, presidente da FPF, «uma ponderação profunda sobre o estado da arbitragem em Portugal, uma avaliação sobre as suas escolhas para liderar o setor e uma intervenção institucional no sentido de garantir a tranquilidade necessária no arranque das competições nesta temporada».

O FC Porto dirige-se, ainda, a Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem, que terá entrado em rota de colisão dom Duarte Gomes. «O FC Porto aguardará que o senhor presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, preste, com a maior urgência, todos os esclarecimentos devidos sobre os factos agora conhecidos. A credibilidade das competições exige respostas claras, instituições fortes e uma arbitragem acima de qualquer suspeita», remata o clube azul e branco.

O comunicado do FC Porto na íntegra

«O Futebol Clube do Porto acompanha com profunda preocupação e consternação os factos recentemente tornados públicos relativamente ao setor da arbitragem e à saída de Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, bem como a informação de que o processo terá sido remetido para o Ministério Público.

Sem prejuízo do necessário apuramento rigoroso dos factos pelas instâncias competentes, e sem antecipar qualquer conclusão, a gravidade institucional das denúncias agora conhecidas impõe transparência, responsabilidade e respostas urgentes. A arbitragem é um pilar essencial da credibilidade das competições e o futebol português não pode aceitar que o silêncio substitua os esclarecimentos que clubes, árbitros, demais agentes desportivos e adeptos têm o direito de conhecer.

Ao longo da última temporada, o Futebol Clube do Porto realizou diversos alertas públicos de apreensão sobre o modelo de funcionamento do atual Conselho de Arbitragem e sobre o modo como o mesmo estava a afetar o sereno funcionamento das competições e a criar instabilidade nas tomadas de decisão dos árbitros em campo. O tempo confirmou essas preocupações.

Exige-se, por isso, ao Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, até pelo seu reconhecido passado como árbitro de referência, uma ponderação profunda sobre o estado da arbitragem em Portugal, uma avaliação sobre as suas escolhas para liderar o setor e uma intervenção institucional no sentido de garantir a tranquilidade necessária no arranque das competições nesta temporada.

O Futebol Clube do Porto aguardará que o Senhor Presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, preste, com a maior urgência, todos os esclarecimentos devidos sobre os factos agora conhecidos. A credibilidade das competições exige respostas claras, instituições fortes e uma arbitragem acima de qualquer suspeita.»

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