FC Porto: entre a calma e a expectativa, mercado testa paciência de Farioli
Um mercado invulgarmente calmo no FC Porto marcou as últimas semanas do defeso, agitadas apenas pela entrada de André Silva — num regresso a casa — e pelas contratações do guarda-redes João Afonso e do médio norueguês Eirik Granaas. Estes dois últimos irão apresentar-se no arranque dos trabalhos da equipa principal, embora esteja definido que terão espaço competitivo na equipa B, onde poderão prosseguir o seu processo de evolução.
Antes de ir de férias, «as primeiras desde há sete ou oito anos», como Farioli vincou, a expectativa era de que o FC Porto mantivesse a base da equipa que se sagrou campeã nacional, e a realidade é que, até ao momento, as peças mais cobiçadas continuam a vestir de azul e branco. Não é, contudo, certo que este não seja o ano do salto de Diogo Costa, a reboque de um bom Mundial e de uma observação intensa por parte de grandes clubes, entre os quais o Chelsea.
Entre esta e outras incertezas, há um dado que parece incontornável: o Mundial trouxe à tona o lado mais mercantilista do mercado, com alvos identificados pelos portistas a preço inflacionado (como Caleb Yirenkyi, do Nordsjaelland), em colisão com a ideia defendida por André Villas-Boas de que o FC Porto teria de fazer «um mercado cirúrgico e racional», porque contas arrumadas não significam que os dragões vivam desafogados. Haverá, num futuro próximo, necessidade de vender, de forma a garantir uma janela de transferências de inverno tranquila, mantendo o padrão da época passada.
Como A BOLA anunciou, há três posições fundamentais que Farioli quer reforçar em ano de Champions e com a responsabilidade acrescida de defender o título conquistado em 2025/2026: um lateral-esquerdo (um dos atuais, Zaidu ou Moura, teria de ser negociado), um médio que seja a sombra de Froholdt e, claro, um ponta de lança para compensar a ausência de Samu, que só deve regressar em novembro.
Farioli contaria, por esta altura, com mais soluções do que apenas André Silva no arranque dos trabalhos, mas está alinhado com os timings do mercado e com o enquadramento financeiro resultante dos 100 milhões de euros investidos na época passada — o maior esforço de sempre do FC Porto. Neste contexto, a chegada de reforços com o perfil pretendido poderá continuar dependente de uma gestão paciente, até porque é tradicionalmente em agosto que se concretizam os negócios mais relevantes, tanto nas entradas como nas saídas.
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