Festejo de Neuhén Perez (MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA)
Festejo de Neuhén Perez (MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA)

A cabeça de Nehuén Perez e a mão de Diogo Costa (as notas do FC Porto)

A diferença entre um excecional guarda-redes e ‘apenas’ um bom guarda-redes viu-se em Vila do Conde. Golaço de Perez, golaço de Borja Sainz e belíssima assistência de Inbeom Hwang
(7) Nehuén Pérez

Regressou à titularidade quase um ano depois e voltou em grande, com um golo aos 11 minutos. Atacou o segundo poste com enorme liberdade e ganhou o duelo aéreo com autoridade, marcando de cabeça. Apareceu numa posição pouco habitual, mas cumpriu também defensivamente. Saiu aos 69', provavelmente por gestão física, depois de uma exibição muito competente, sobretudo se pensarmos que apanhou no seu lado com avançados fortes e poderosos.

(7) Diogo CostaÉ esta a diferença entre um excecional guarda-redes e ‘apenas’ um bom guarda-redes. O 99 segurou a vantagem quando o jogo ainda estava em aberto, num voo extraordinário para desviar, junto à trave, o cabeceamento colocado de Tamble Monteiro, que daria o empate ao Rio Ave (45+1'). Aos 20', teve uma pequena falha numa saída que acabou por oferecer um canto ao Rio Ave, talvez encadeado pela luz. Na segunda parte, beneficiou da crescente solidez defensiva do FC Porto e pouco teve de fazer.

(6) BednarekExibição discreta no melhor sentido da palavra. Ganhou vários duelos aéreos e foi importante para a equipa não perder o controlo da área perante o jogo direto do Rio Ave. Fez o trabalho de central experiente, sobretudo num jogo em que o Rio Ave tentou explorar muito os cruzamentos.

(6) KiwiorMuito importante na construção e na primeira fase de pressão. Teve um passe vertical particularmente interessante aos 51', encontrando Pepê nas costas da defesa, e, em vários momentos, procurou diretamente Deniz Gul. Marcou de pé esquerdo um golo que seria anulado pelo VAR, devido a fora de jogo de Gul. Defensivamente, foi sólido e esteve envolvido numa série de cortes que impediram o Rio Ave de transformar cruzamentos em oportunidades claras.

(5) Zaidu Participou bastante na saída pelo corredor esquerdo, embora sem uma influência ofensiva extraordinária, demasiado atento a fechar o lado esquerdo. Competente e trabalhador, mas sem o impacto ofensivo que poderia ter.

(6) Pepê Procurou constantemente aparecer entre linhas, combinar e acelerar, envolvido em várias ações ofensivas. Aos 51', apareceu nas costas da defesa após excelente passe de Kiwior, mas o remate foi bloqueado. Não teve números de golo ou assistência, mas foi importante na criação.

(6) Pablo RosarioChamado a ocupar o lugar de Alan Varela, teve de equilibrar uma equipa que, depois do 1-0, passou largos períodos a defender em bloco e a sair rapidamente. Cometeu algumas faltas — aos 6' e 20' — e não teve a influência com bola de outros médios. Ainda assim, cumpriu a missão essencial: dar equilíbrio e proteger a zona central. Não foi uma exibição brilhante, mas foi útil, até a recuar para junto de Bednarek e Kiwior.

(6) Gabri VeigaComeçou muito bem e foi decisivo no primeiro golo. O canto que colocou ao segundo poste foi de grande qualidade e encontrou Nehuén Pérez completamente livre. Foi interessante a experiência de o colocar como referência central depois da saída de Deniz, embora tenha durado pouco. Aos 70', saiu para dar lugar a André Silva, porque a sua influência diminuiu com o decorrer do jogo.

(6) FroholdtImportante na ligação entre o meio-campo e o ataque, mas sem arrancar uma exibição parecida com as que já lhe vimos. Subiu de rendimento no segundo tempo, sim, mas sem grande fulgor.

(6) William Gomes Perigoso, sobretudo quando recebeu com espaço no lado esquerdo. Aos 30', tentou o seu habitual remate em arco, desta vez com o pé direito, mas a bola saiu ao lado. E aos 49' esteve muito perto do golo: arrancou pela esquerda e disparou forte, obrigando Van der Gouw a uma excelente defesa para canto. Faltou-lhe eficácia e alguma consistência nas decisões.

(5) Deniz Gul Exibição de muito trabalho, mas com a habitual falta de eficácia. Procurou a profundidade, recuou para participar na construção e teve várias oportunidades. Aos 58', teve azar monumental, cabeceando ao poste após cruzamento de Pepê. Também esteve no centro do lance do golo anulado a Kiwior, por estar em posição irregular.

(6) Inbeom Hwang Entrou aos 66' para fazer a estreia na Liga e em pouco mais de 20 minutos deixou uma assinatura fortíssima. A assistência para o 0-2 é uma pequena obra de arte: percebeu a posição de Borja Sainz, recebeu de costas e, com um toque subtil de exterior, isolou o espanhol. Ainda tentou o remate aos 78', bloqueado, e esteve envolvido em várias ações de controlo.

(6) Borja Sainz Entrou aos 66' e precisou de apenas 16 minutos para mudar a história do jogo. Primeiro, esteve perto de marcar na pequena área, após cruzamento de Froholdt. Depois, aos 82', apareceu exatamente onde tinha de aparecer e finalizou com qualidade para fazer o 0-2.

(5) AlbertoEntrou aos 69' e teve influência direta no segundo golo. A sua diagonal para dentro foi fundamental: arrastou a defesa do Rio Ave, abriu o corredor central e criou o espaço que Hwang explorou para assistir Borja. Entrou com agressividade e inteligência, e a sua movimentação sem bola foi decisiva no 0-2.

(4) André Silva Entrou numa altura em que o FC Porto já estava a gerir o encontro e teve uma missão diferente da de Deniz Gul: oferecer ligação e capacidade para conservar a bola. Não teve grandes oportunidades de finalização, mas ajudou a equipa a manter presença ofensiva.

(-) EustáquioPouco mais de dois minutos em campo, mas com uma ação relevante num remate perigoso que obrigou Van der Gouw a uma defesa apertada.

A iniciar sessão com Google...