FC Porto: «Pressão? É normal que haja, mas vivi com isso a carreira toda»
Nove anos depois de ter rumado ao AC Milan, André Silva regressou ao FC Porto «mais maduro» em diversos aspetos e está pronto para dar resposta imediata ao exigente universo azul e branco. Com Samu a recuperar de uma grave lesão e Deniz Gul ainda longe do nível idealizado, o internacional português perfila-se como forte candidato a ser o avançado titular na Supertaça, dia 1 de agosto, diante do Torreense.
«Nós estamos num mundo de competição, num mundo de desporto. Lido bem com isso. Acho que é normal haver exigência e pressão, mas vivi com isso a minha carreira toda. Acho que até é algo que me ajudou bastante a crescer e acho que me faz sentir bem, porque me proporciona esse tipo de crescimento que eu procuro. Não sei se cresci assim ou se aprendi também a desfrutar, mas a verdade é que desfruto disso», assegurou o ponta de lança, de 30 anos, já com as ideias no sítio a pensar no duelo da Supertaça.
«Sabemos plenamente que uma final é uma final e queremos encarar todos os jogos dessa forma. Sabemos o que aconteceu para que tenhamos este adversário [Torreense] pela frente. Ou seja, aqui não há favoritismos. Acho que o favoritismo se ganha em campo e é nisso que estamos focados, em dar o nosso melhor e tentarmos honrar o FC Porto, a camisola e sacar o melhor de nós neste jogo e nos próximos», garantiu André Silva, mostrando já ter interiorizado as ideias promovidas por Francesco Farioli.
«É um treinador à Porto. Acho que representa bastante bem os valores do clube e, além disso, traz uma parte única pela personalidade que tem. Mas posso dizer que é bastante exigente, principalmente nos pormenores. É bastante rigoroso com o que pede e acho que procura bastante a união do clube, união tática, união de trabalho e que sejamos um dentro e fora de campo. Tentar trabalhar a equipa como um todo, um bloco em que defendemos todos, atacamos todos, intensos, sem deixar o adversário respirar. E isso faz com que também nós estejamos sempre preparados para não respirar. Precisamos da parte física e mental para estarmos sempre atentos. Intensidade, união e trabalho», sublinhou o ex-Elche, que elogiou «a estabilidade» demonstrada pela equipa ao longo da última época... sem tirar os olhos do que está por vir. «O que aconteceu já aconteceu, já foi, já desfrutámos, já aprendemos e agora temos que trabalhar o dobro, dar um pouco mais do que aquilo que foi dado no ano passado. Principalmente porque somos o alvo a abater. Temos a honra do clube para defender e de trabalhar pelo nosso orgulho, por nós e contra todos que nos quiserem tirar do nosso sítio», atirou.
Ciente de que muito mudou no FC Porto desde que, em 2017, assinou pelo Milan, André Silva identifica algo que se mantém intocável: a mentalidade e os valores azuis e brancos. «Mudaram as pessoas, porque aquilo que faz o clube são as suas tradições, os seus valores e isso está bastante vincado. A raça com que se trabalha, a resistência que todos os trabalhadores demonstram e manifestam todos os dias... Há alguns que são conhecidos desde a minha altura, mas a maior parte são novas caras. Mas nota-se que os valores se mantêm e que são manifestados dentro da nossa casa e no nosso clube», rematou o jogador.