André Silva tem deixado marca na pré-temporada dos dragões - Foto: FC PORTO
André Silva tem deixado marca na pré-temporada dos dragões - Foto: FC PORTO

André Silva: do pensamento que o abalava à videochamada que o deixou... «a suar»

Avançado do FC Porto falou, em entrevista à Sport TV, sobre o regresso ao Dragão e ao sentimento que sempre nutriu pelo emblema azul e branco

André Silva já começou a dar cartas na pré-temporada do FC Porto e vai deixando sinais positivos quando falta cada vez menos tempo para o arranque oficial da época dos campeões nacionais. Em entrevista à Sport TV, o avançado de 30 anos abriu o jogo sobre o regresso ao clube onde se formou e deu os primeiros passos como profissional, lembrando que, nos anos seguintes à saída, não era fácil pensar no eventual retorno.

«Ao longo da minha carreira, principalmente no início, não tinha a expectativa de voltar, também pela situação do clube. E sabia que a minha situação também poderia ser complicada para o clube. Se eu passasse um minuto a pensar sobre isso era algo que me abalava um pouco, então tentei afastar [a ideia]. Inicialmente, tentei afastar-me um pouco a nível emocional, porque era algo difícil de controlar, o estar longe e, ao mesmo tempo, sentir-me perto. Mas é verdade que nestes últimos anos tentei aproximar-me, à espera que alguma vez surgisse a oportunidade... Neste caso, os meus agentes sabiam perfeitamente qual era a minha vontade número um e acho que foi só surgir a oportunidade da parte do clube, da parte do presidente [André Villas-Boas] e do míster [Francesco Farioli]. Eu soube 15 minutos antes que íamos ter uma primeira videochamada e foi uma surpresa enorme. Posso dizer agora que fiquei a suar um pouquinho», revelou André Silva, em tom de boa disposição.

O internacional português detalhou o teor dessa primeira conversa. «Foi com o presidente André Villas-Boas, com o míster Farioli e com o meu agente. Foi uma surpresa, porque não esperava que acontecesse, porque também através daquilo que ia ouvindo e ia sabendo... Mas, surgindo a oportunidade, acho que foi algo que tinha de acontecer e foi no momento certo. (...) O míster falou sobre a forma de jogar, a forma de ver o trabalho. O presidente também demonstrou a razão pela qual estávamos a fazer aquela chamada. Da minha parte já sabiam, mas eu também aproveitei para transmitir qual era a minha vontade. Depois, foi uma questão de contrato e de números que rapidamente se solucionou», explicou André Silva, justificando a opção pelo número 19... sem esquecer Diogo Jota.

«Os números com que me identifico e com que costumo jogar não estavam disponíveis. Mas o 19 acaba por vir também pelo simbolismo que tem de ter sido a primeira camisola do Diogo [Jota]. E o meu primeiro golo pela equipa principal também foi com esta camisola. Há todo esse simbolismo à volta do número», vincou. Sobre a possibilidade de traçar um registo de 19 golos como meta para 2026/27, o ponta de lança foi... taxativo: «Não. Eu tento sempre chegar ao máximo e ao limite, por isso não fecho nenhum número agora.»

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