Clássico das decisões: Sporting sem margem para erro na Dragão Arena
Com o caso «palhaço» a elevar a expectativa de como será o ambiente na Dragão Arena — sobretudo fora do court, porque dentro dele os basquetebolistas têm-se batido no jogo pelo jogo, sem que existam muitas picardias por enquanto —, esta tarde (16h15) disputa-se o vibrante Jogo 4 da meia-final do play-off da Liga Betclic entre FC Porto e Sporting (2-1).
Para o conjunto de Fernando Sá, que roubou o factor casa ao adversário logo no primeiro embate da série no Pavilhão João Rocha (70-81), esta é a primeira hipótese para resolver já a semifinal e garantir a final pela terceira temporada consecutiva e quinta nas últimas seis épocas. Contudo, fê-lo sem nunca se ter sagrado campeão, visto que o seu último título (12.º na modalidade) aconteceu em 2015/16. Desde então, chegou a seis finais.
Para o Sporting — que terminou a fase regular na 2.ª posição e chegou ao play-off com a vantagem de 3-1 em embates face aos portistas na temporada, incluindo dois que venceu para a Taça Hugo dos Santos e na final da Taça de Portugal —, a equação é simples: ganhar ou entrar imediatamente de férias. A sua última final aconteceu em 2022/23 e o título em 2020/21 (9.º).
À espera mantém-se o tetracampeão Benfica, que afastou a Oliveirense por 3-0 há três dias. Depois do desaire no Jogo 3 (86-76) na passada sexta-feira, só a vitória permite aos leões levar a decisão até à negra, em Alvalade.
Salvo o triunfo conseguido no Jogo 2 (88-73), em que chegaram a liderar por 22 pontos, os homens de Luís Magalhães têm quebrado em muitos daqueles que eram os seus pontos fortes. Pior ainda, esses aspetos têm sido as armas decisivas dos dragões. Mais coletivos e solidários do que nunca, e com o banco portista a contribuir com pontos e soluções, os nortenhos têm-se imposto na luta das tabelas (chegando a dominar e a ganhar ressaltos ofensivos fora do normal), usam os triplos para ganhar vantagem e conseguem, mais vezes, "secar" o adversário por alguns minutos.
Já o Sporting, além da baixa de eficácia para lá dos 6,75m e de apagões em algumas das suas principais figuras — sem que surja alguém para resolver —, vem falhando demasiados lances livres para quem quer ganhar. Dos dois lados, os turnovers surgem em demasia, mas quando se vence…
Quanto ao caso «palhaço«, este aconteceu no último encontro, mas só para quem assistia pela televisão. Tudo porque o relatador do Porto Canal se referiu ao base dos leões, Diogo Ventura, como «um dos maiores palhaços que o desporto nacional tem». Mais tarde, o mesmo comentador ainda procurou justificar a frase. A situação fez com que, ontem, o Sporting emitisse um comunicado em solidariedade com o seu capitão, referindo que: «Trata-se de uma expressão inadmissível, ofensiva e incompatível com os mais elementares princípios de respeito que devem pautar o comentário desportivo. A crítica desportiva é legítima. O insulto pessoal não é.»
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