Henrique Rocha não resiste a batalha noturna no Estoril Open
Com a maratona do confronto entre Frederico Silva e Luca van Assche (1-2) a levar o embate que colocava frente a frente Henrique Rocha (123.º) e o espanhol Pedro Martinez (159.º) para um início pelas 20h, o frio e o cair da noite foi esvaziando as bancadas do Estoril Open ainda mais depressa do que as soluções do português para passar à segunda ronda, já que este deu que fazer e ainda lutou para obrigar a decisão num terceiro set.
Com o objetivo de que à terceira seria de vez, depois da estreia no torneio em 2023, Rocha, de 22 anos, não resistiu ao ex 36.º do ranking mundial e finalista do Open luso em 2024, acabando eliminado por um duplo 5-7 após 2.11h que tiveram de ser jogados com luz artificial.
Sem nunca antes ter defrontado Martinez, no primeiro parcial o portuense ainda conseguiu salvar alguns pontos de break, mas cedeu o serviço no 11.º jogo (5-6), permitindo que o espanhol fechasse o set pouco depois, ao terceiro set point.
O segundo não foi muito diferente, com o tenista de Alzira a conseguir o break ao sétimo jogo (3-4). Contudo, Henrique Rocha, que já conquistou dois títulos ATP Challenger esta época em Brasília e Perugia, demonstrou resiliência. Salvou três match points no seu jogo de serviço e, de seguida, quebrou pela primeira vez o serviço ao adversário, empatando o marcador em 5-5 e reavivando a esperança dos adeptos que também resistiam nas bancadas.
Mas, apesar do esforço e de ter registado cinco ases e salvo 11 de 14 pontos de break, a única quebra de serviço que conseguiu foi insuficiente para travar Martinez. Com esta derrota, a representação portuguesa fica, para já, a cargo de Tiago Torres, o único que avançou no dia, enquanto se aguarda a estreia, esta terça-feira, de Nuno Borges, Jaime Faria e Tiago Pereira.
«É sempre um torneio muito especial para mim. Adoro jogar aqui. Infelizmente, ainda não consegui a minha primeira vitória no quadro principal e isso deixa-me triste, mas tenho a certeza que vai aparecer. O Pedro [Martínez} é um jogador bastante experiente, vinha do qualifying, estava um bocado mais rodado do que eu e acho que isso acabou por ajudar», afirmou o portuense.
«No início, estava um bocado nervoso, é sempre um torneio diferente, mas acho que soube gerir bem isso e acabei por estar super conectado com o jogo. Mas ele conseguiu o break no 5-5 do primeiro set e agarrou-se bem ao 6-5», foi analisando.
Apesar de se ter «animado bastante no final com o público, um dos melhores momentos ao longo do jogo», o número três nacional considerou que Martínez «teve sempre mais oportunidades e experiência», sabendo aproveitar melhor os momentos decisivos. «Acho que acabei por jogar bem, simplesmente ele foi melhor e mereceu a vitória», reconheceu.
A concluir, apontou o que lhe falta para conseguir superar a ronda inaugural do ATP 250 português. «Várias coisas, mas faltam os detalhes. Perdi bastantes pontos na rede, ele ganhou a maior parte dos amorties. São estes detalhes que fazem a diferença. Acho que já não é o serviço, nem a direita ou a esquerda, mas toda esta experiência e visão de jogo pode ser um bocado melhor”, rematou na hora da despedida.