FC Porto pôs-se à tabela, bate Sporting e pisca olho à final
«Agora temos dois jogos para se ganhar um», afirmou Fernando Sá após o FC Porto ter batido o Sporting, na Dragão Arena, por 86-76 (21-20, 27-21, 21-19, 17-16) no Jogo 3 da meia-final do play-off da Liga Betclic, o que deixa a série em 2-1.
Vantagem que os portistas começaram a construir quando roubaram o factor casa aos leões no Jogo 1, no Pavilhão João Rocha, e que agora os deixa a um passo de garantir a final pela terceira temporada consecutiva e quinta nas últimas seis épocas. Há um ano, os nortenhos também afastaram os lisboetas na semifinal, mas por 3-0.
Com o Jogo 4 desta série — disputada à melhor de cinco — agendado para domingo (16h15), o Sporting está agora obrigado a vencer para levar a decisão à negra. À espera encontra-se o tetracampeão Benfica, que afastou a Oliveirense por 3-0.
«Dominámos em alguns aspetos em que o Sporting é forte, como a luta dos ressaltos, mas a verdade é que acabámos com mais 15 ressaltos. Não é o número, foi a atitude ao longo de todo o encontro. Embora pudéssemos ter tomado melhores decisões na parte final, vencemos bem. Ganhar é o que importa, estamos nos play-offs», referiu ainda o técnico dos portistas ao Porto Canal.
Não estava nada enganado, e isso aconteceu desde cedo, tendo reflexos num embate que foi o sexto entre as duas formações esta temporada em todas as provas (3-3), e no qual a última ocasião em que os visitados estiveram em desvantagem foi por 27-29, após um cesto de Brandon Johns (15 pts, 5 res).
Depois, Jhonathan Dunn (7), com um triplo, lançou os dragões para um parcial de 10-0 (37-29) que, até ao final do 2.º quarto (48-41), dificultou muito a vida aos da capital para anular a diferença, apesar dos esforços de Mallek Harden-Hayes (21 pts, 3 res), com 3/6 em triplos.
Mas, nessa altura, já o FC Porto fazia sentir algumas diferenças: dominava a luta das tabelas com 24 ressaltos, 11 dos quais ofensivos, o que lhes permitiu registar 7 pontos em segundas oportunidades. O Sporting tinha 14 ressaltos e apenas 4 ofensivos. Uma diferença que os homens de Luís Magalhães não conseguiram anular até ao fim: 16 (19) contra 31 (12).
Assim como o contributo dos jogadores vindos do banco: 32-17, com destaque para Gonçalo Delgado (13 pts, 3 res) nos da casa, sobretudo pelo trabalho que fez dentro da área e pelas faltas que provocou.
No 3.º período, em que se verificaram oito triplos (cinco do FC Porto), o Sporting ainda alcançou a igualdade a 59-59, a sétima da partida. Mas foi tudo. O adversário respondeu com uma sequência de 10-1 (69-60).
No último quarto, Delgado e Cornelius Hudson (15 pts, 4 res) ajudaram a manter a vantagem até Corey Allen-Williams (15 pts, 6 ass) alargar o fosso para 10 pontos (82-72), com um triplo a 3.18m do apito final.
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