Bednarek: «Continuamos com fome e a exigir mais uns dos outros»

Defesa-central destaca o esforço a que os jogadores têm sido sujeitos em Inglaterra para atacar a nova temporada com toda a força. Horas de descanso são dedicadas ao relaxamento e a ver golfe na TV

Bednarek foi hoje o porta-voz do estado de espírito que grassa no seio do grupo de trabalho do FC Porto. O experiente defesa-central explicou a importância do estágio e do intenso trabalho que é feito na pré-temporada. «Acho que é uma fase exigente, exigente com certeza para todos nós, pelo trabalho que estamos a dedicar. Acho que vai além do limite de todos nós. Acho que todos odiamos o Callum [preparador físico] neste momento porque é muito difícil. Mas acho que é disto que precisas para lutar pelas melhores coisas. Acho que provámos no ano passado que conseguimos fazê-lo, que conseguimos ser realmente intensos, que somos capazes de trabalhar arduamente uns pelos outros. E sim, acho que todos sabemos que é muito duro, todos sabemos que é muito difícil, mas acho que nos apoiamos todos uns aos outros. Acho que sabemos qual é o nosso objetivo e, para ganhar troféus, para ganhar jogos, todos precisamos do aspeto físico que, sim, todos temos de trabalhar», disse aos canais de informação do FC Porto.

O convívio em Inglaterra serve também para fortalecer os laços de amizade entre os jogadores. «Acho que já criámos todos uma ligação na época passada durante os momentos difíceis, tivemos muitos com as lesões... mas acho que cada vez que passamos tempo juntos isso melhora-nos como equipa, como grupo de jogadores e acho que só podemos ser melhores. Acho que a melhor coisa é que todos exigimos mais uns dos outros, e acho que essa é a parte mais importante: o facto de ainda estarmos famintos, ainda exigirmos mais uns dos outros e tentarmos seguir em frente. Acho que isso é o principal para nós», acrescentou o internacional polaco.

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Bednarek deu a conhecer um pouco da sua rotina diária no centro de treinos St. George’s Park, a casa da seleção inglesa. «O mais importante é recuperar. Acho que cada um tem de encontrar a sua própria forma de recuperar, mas acho que essa é a chave entre as sessões; elas são tão intensas que a única coisa a fazer é obter o combustível, que é a comida e algum descanso. Para algumas pessoas é uma sesta, para outras é, não sei, beber erva-mate... Acho que há coisas individuais, mas o mais importante é estar pronto para a outra sessão de treino», salientando que é assíduo espectador de golfe. «Estou na cama e vejo golfe. Acho que essa é a parte principal para desanuviar um pouco a cabeça e é isso que eu faço», relevou o defesa, que cumpre a sua segunda temporada de dragão ao peito.

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