Bednarek e Gabri Veiga foram dois dos jogadores que exibiram as suas melhores versões - Foto: Catarina Morais/KAPTA+
Bednarek e Gabri Veiga foram dois dos jogadores que exibiram as suas melhores versões - Foto: Catarina Morais/KAPTA+

FC Porto: Farioli puxou por eles e um terço dos campeões atingiu máximos de carreira

Um terço dos recém-sagrados campeões atingiram recordes pessoais em vários itens relevantes: jogos, minutos e participações diretas em golo. De Diogo Costa a Pietuszewski, crescimento abrangeu todos os setores

Para lá de competência, estabilidade, fibra e, claro, uma pontinha de sorte, uma equipa campeã constrói-se, em boa parte, com base na sua capacidade de superação e o FC Porto de Francesco Farioli, que celebrou a conquista do 31.º título nacional no sábado, mostrou que preenche esse requisito, tanto a nível coletivo como individual. Como tal, A BOLA esmiuçou o elenco às ordens do treinador italiano e concluiu que, ainda com dois desafios por disputar na presente temporada, um terço dos 30 jogadores utilizados na caminhada triunfal atingiu novos máximos de carreira em pelo menos um dos seguintes itens: jogos realizados, minutos somados e participações diretas em golo.

Um número redondo (10) e que ilustra bem os dotes de Farioli na hora de espremer os ativos que tem à disposição, sem olhar a idades. Bednarek, de 30 anos, somou ações decisivas como nunca — 4 golos e uma assistência — e ainda pode bater o recorde pessoal de minutos (3997' em 2023/24, ao serviço do Southampton; atualmente, soma 3886'). Na ponta oposta do espetro, surge o petiz Oskar Pietuszewski, que, com apenas 17 anos, anotou seis tentos e deu outros três a marcar entre Jagiellonia e FC Porto.

Claro está que o facto de os dragões terem um plantel predominantemente jovem contribui para que o crescimento a nível estatístico seja mais elevado: a maioria dos jogadores azuis e brancos está na curva ascendente das respetivas carreiras e isso nota-se nos dados recolhidos. Basta olhar, por exemplo, para jogadores como Alberto Costa, Victor Froholdt ou William Gomes, mas, ainda assim, não deixa de ser impressionante olhar para a evolução. Por exemplo: o máximo de ações decisivas que William tinha alcançado era de 4, em 2024, no São Paulo; esta época, a conta pessoal vai em 15. Alberto, por sua vez, nunca tinha feito tantos jogos numa só campanha, nunca tinha somado tantos minutos em campo e nunca tinha assistido tanto — 5 ofertas na época transata, entre V. Guimarães e Juventus.

Importa também vincar que esta subida de nível foi transversal a todos os setores, baliza incluída. Aos 26 anos, o capitão Diogo Costa alcançou um máximo de jogos e minutos como profissional e tem ainda ao alcance a melhor marca da carreira em termos de golos sofridos: vai em 27. Em 2022/23, encaixou 30, mas os portistas ainda têm duas partidas pela frente, contra Aves SAD e Santa Clara. Por outro lado, não é de descartar que Farioli dê a titularidade a Cláudio Ramos (ou João Costa) em pelo menos um deles, o que deixaria o camisola 99 ainda mais perto do tal recorde.

Nota particular para o caso de Deniz Gul, que, na segunda época com a camisola azul e branca, rubricou seis remates certeiros. Em termos de futebol primodivisionário, trata-se do melhor registo da carreira do ponta de lança turco, mas a contagem inclui os dados de todos os escalões seniores, pelo que a passagem do camisola 27 pelo Hammarby Talang — uma espécie de equipa satélite do Hammarby —, onde marcou 14 golos em 2023, também foi contabilizada. Ainda assim, Gul nunca tinha participado em tantas partidas.

Contas feitas, Farioli puxou mesmo pelos jogadores e boa parte do plantel superou os próprios limites. E a lista pode não estar fechada. Com duas jornadas pela frente, Pablo Rosario pode atingir um novo recorde pressoal de jogos numa época: faltam-lhe... dois.

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