FC Porto: «É sempre possível fazer melhor», antecipa o presidente da MAG
Agraciado com a Medalha de Mérito da Câmara Municipal do Porto, António Tavares, provador da Santa Casa da Misericórdia e presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto, falou aos jornalistas à saída dos Paços do Concelho, antecipando que é «sempre possível fazer melhor» ao ser questionado sobre as expectativas para a nova época, depois do título nacional conquistado em 2025/26.
«É sempre possível fazer melhor, porque a ambição que move o clube, os atletas e dirigentes é a de sermos melhores todos os dias. Foi uma grande época, que surpreendeu até os detratores da estratégia que foi adotada. Como o presidente já disse, e o treinador, Francesco Farioli, confirmou, estamos com a barriga vazia, temos muita fome de títulos e entramos para fazer melhor», assinalou Tavares, projetando melhorias «no andebol e no hóquei em patins» e salientando a importância do regresso dos dragões à Champions League: «Queremos, sobretudo, que o FC Porto regresse à Liga dos Campeões para representar o país e elevar o ranking de Portugal nas competições europeias.»
Salientando a «importância» das boas relações existentes entre o clube azul e branco e a autarquia portuense, António Tavares não escondeu o orgulho motivado pela distinção de que foi alvo, também aplicada a atletas portistas e a André Villas-Boas — não pôde estar presente — e Jorge Costa, a título póstumo.
«É um grande orgulho, porque significa que a cidade reconhece o trabalho que o FC Porto faz, não só a nível de atletas, mas também de dirigentes. Poder estar aqui também na qualidade de presidente da MAG do FC Porto e ver este reconhecimento da parte da cidade, num ano tão importante e que deu tantas alegrias aos portuenses e aos portistas através das vitórias do clube, é motivo de grande satisfação», sublinhou o dirigente, comentando as recentes palavras de Villas-Boas sobre o desejo de manter o FC Porto como «clube de sócios».
«Os clubes que passam para as mãos de empresários ou empresas muitas vezes não conseguem manter a identidade. Vimos o que aconteceu com clubes históricos em Portugal, que desapareceram. O FC Porto é um clube de associados e é fundamental que haja esta identificação, para que cada sócio sinta que um pouco do clube é seu. O presidente tem a preocupação de manter este caráter popular e associativo, mesmo perante as novas dinâmicas da indústria do futebol, sem nunca descurar o profissionalismo da gestão», enalteceu António Tavares, antes de abordar o tema da limitação de mandatos, já arranhado por André Villas-Boas.
«Trocámos ideias, mas neste momento existem prioridades no clube que ainda não permitiram essa reflexão... É algo que impactará a liderança e o futuro do clube, pelo que merece toda a atenção. O presidente não esteve presente [na cerimónia], porque está a gozar uma janela de descanso, embora nunca tenha verdadeiras férias, porque há sempre a preparação das épocas. É uma reflexão que se fará num ambiente aberto e, a seu tempo, teremos novidades», rematou.