Kiwior subiu mais alto que todos e apontou de canto golo pelo FC Porto — Foto: FC Porto
Kiwior subiu mais alto que todos e apontou de canto golo pelo FC Porto — Foto: FC Porto

FC Porto: dois golos de laboratório e um protagonista na sombra

Bednarek e Kiwior assinaram os primeiros golos de canto da era Farioli nas provas da UEFA. Depois de 20 golos nas provas nacionais, a estratégia derrubou o Nápoles, com a ajuda decisiva de Pablo Rosario

Os pontapés de canto são uma das armas prediletas de Francesco Farioli para chegar ao golo. Não se trata de um atalho, mas do resultado de muito trabalho de laboratório no Olival, que, até ao jogo com o Nápoles… só dera frutos nas competições internas — 20 golos por essa via! Parece difícil de acreditar, mas os cabeceamentos certeiros de Bednarek e Kiwior foram os primeiros a dar expressão europeia a essa estratégia na era do técnico italiano.

Com efeito, até à receção aos italianos, os dragões tinham apontado 20 golos europeus sob o comando de Farioli, sem que qualquer um tivesse nascido de um canto. Nesse registo predominavam as finalizações de bola corrida, em lances de construção, cruzamentos, recargas e até remates de fora da área.

As exceções eram dois penáltis — convertidos por William Gomes, frente ao Estrela Vermelha, e por Samu, diante do Nice —, um livre direto de Gabri Veiga, contra o Betis, e um autogolo de Emmanuel Fernandez, no encontro com o Rangers. Tudo isto repartido por duas competições: a Liga Europa, na época passada, e a fase de liga da Champions, nesta temporada.

A dupla polaca do eixo da defesa quebrou, assim, o enguiço pelo ar frente ao Nápoles: Bednarek cabeceou após um canto de Gabri Veiga e Kiwior correspondeu, também de cabeça, a uma cobrança de Inbeom Hwang. Mas há outro protagonista silencioso nesta história que merece sair do anonimato: Pablo Rosario.

No plano nacional ou internacional, o médio dominicano, pela sua robustez e capacidade de criar bloqueios às referências defensivas dos adversários, é um dos pilares dos lances de bola parada quando a intenção é colocar a bola na área e não diretamente na baliza. Nos golos dos centrais polacos, é possível verificar o papel que lhe foi atribuído pela equipa técnica do FC Porto: fechar a porta a Amir Rrahmani, central de 1,92 metros, muito influente nos cantos, quer a defender, quer a atacar.

Os bloqueios do dominicano revelaram-se fundamentais nos dois golos, em lances muito semelhantes: tanto Bednarek como Kiwior surgiram sem marcação individual para faturar de cabeça. Foram golos também importantes para os dois defesas, que entraram na história como os primeiros polacos do FC Porto a marcar na Champions.

As melhores imagens do FC Porto-Nápoles

Galeria de imagens 25 Fotos

A iniciar sessão com Google...