Francesco Farioli  — Foto: IMAGO
Francesco Farioli — Foto: IMAGO

Farioli sobre Thiago Silva: «Agilidade de miúdo de 20 anos e dos dez melhores defesas da história»

Treinador do FC Porto elogiou a disponibilidade do central e a forma como aos 41 anos de bate nos duelos

Em entrevista ao Goal, de Itália, Francesco Farioli não poupou elogios a Thiago Silva, central internacional brasileiro que chegou em janeiro ao FC Porto. O treinador recordou a sorte que tem tido com líderes ao longo da carreira: «Nos últimos anos, tive a sorte de contar com capitães e jogadores de qualidades humanas verdadeiramente excecionais. Em termos de carreiras e títulos conquistados, Dante venceu a Liga dos Campeões com o Bayern Munique, Jordan Henderson foi durante anos capitão do Liverpool, conquistando também a Liga dos Campeões por lá, e Thiago, cujo passado remonta claramente a Itália, ao Paris Saint-Germain e à Liga dos Campeões com o Chelsea.»

Sobre o impacto imediato do brasileiro no Dragão, Farioli sublinhou a atitude com que o defesa se apresentou: «Chegou aqui com muita disponibilidade, com o desejo de servir uma equipa que estava em três frentes, com a vontade e a curiosidade de continuar a evoluir, de aprender coisas novas.» E foi mais longe na definição do brasileiro: «Ver um craque do calibre dele é como ver um verdadeiro campeão, porque ainda tem a agilidade de um jovem de vinte anos e, acima de tudo, uma vontade impressionante de jogar futebol. A tudo isto, claro, acrescente-se o seu currículo, a sua experiência, o seu historial, a sua mentalidade vencedora e a sua liderança inata. Estes elementos garantiram que o contributo do Thiago, enquanto jogador e enquanto líder do grupo, ajudou, facilitou e acelerou o nosso crescimento.»

O que mais me impressionou foi o controlo do corpo em campo durante os lances acrobáticos, como cabeceamentos e carrinhos, bem como a capacidade de ler o jogo e antecipar jogadas e decisões

Farioli destacou ainda a qualidade defensiva pura do brasileiro: «O que mais me impressionou foi o controlo do corpo em campo durante os lances acrobáticos, como cabeceamentos e carrinhos, bem como a capacidade de ler o jogo e antecipar jogadas e decisões. Nos seis meses em que aqui estivemos, não o vi falhar um cabeceamento, um desvio ou uma defesa, como se tivesse um pescoço capaz de se adaptar a qualquer trajetória da bola. Estamos a falar de um jogador que, sem dúvida, está entre os dez melhores defesas da história do futebol.»

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