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Foi suplente de Vlachodimos e está desempregado: eis um dos heróis da Noruega
Antes do voo e cabeceamento de Haaland, a cruzamento de Schjelderup, foi outro norueguês a vestir a capa de herói: Orjan Nyland, o guarda-redes dos nórdicos que parou o penálti de Bruno Guimarães na primeira parte e posteriormente assinou uma série de defesas que fazem dele, para já, a grande figura da baliza destes oitavos de final (ao dia de hoje).
Nada mau, afinal, para um guarda-redes de 35 anos que se apresentou neste Mundial na condição de desempregado, a ponto de a sua condição de titular ter sido muito questionada pela opinião pública e publicada locais e ter-se admitido a naturalização do guardião do Bodo Glimt, Nikita Haikin, nascido em Israel e com nacionalidade russa.
Mas Nyland contou sempre com o apoio do selecionador, Stale Solbakken, e dos próprios colegas. Exemplo maior foi de Sorloth, que ainda em março, e perante a condição de suplente do número 1 da baliza noruegesa, atirou sem deixar dúvudas: «Nyland é um excelente guarda-redes e é muito forte mentalmente. Isso [sem ser titular] não será prejudicial», afirmou o avançado do Atlético Madrid.
À data, discutia-se o facto de o experiente guardião ter perdido a titularidade do Sevilha para Vlachodimos, ex-Benfica, que após a chegada do treinador argentino Matías Almeyda foi o escolhido para assegurar as redes. Assim se manteve e, chegados ao final da temporada e após três épocas e apenas 56 jogos a representar o emblema da Andaluzia, Nyland terminou contrato e arrancou para o Mundial como jogador sem clube.
Se dúvidas houvesse de que ainda está disposto a travar grandes batalhas, a resposta não deixa dúvidas: este antigo praticante de andebol e esqui já tinha sido fundamental no jogo frente à Costa do Marfim, defendendo brilhantemente um livre de Amad Diallo, e diante do Brasil elevou a fasquia, ajudando a qualificar a formação nórdica para os quartos de final do Mundial, pela primeira vez na história, com uma rábula de um segundo penálti pelo meio.
«Foi obviamente um grande momento para mim parar aquele primeiro penálti quando o resultado ainda estava 0-0. No segundo penálti tentei entrar na cabeça do Neymar e manter a baliza a zeros. Mas não é importante o que o Neymar me disse, ele venceu a batallha individual. Ele marcou um bom penálti. Mas o mais importante é que nós ganhámos, isso é o que importa», afirmou o guardião na zona mista.
Palavras de um dos desempregados mais ilustres do momento.
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