Farioli prepara uma novidade (forçada) no meio-campo portista
No trilho certo rumo à glória, o FC Porto de Farioli mergulha na fase mais decisiva da temporada com o título nacional à vista e a ambição à flor da pele. Faltam sete jogos para o fim da Liga, e cada detalhe pode ser determinante entre o sonho e a frustração. Os dragões estão próximos de algo extraordinário: se vencerem todos os desafios que restam, podem terminar o campeonato com 93 pontos — uma marca inédita. Mas Farioli sabe que para lá chegar será preciso mais do que talento. Concentração e maturidade serão as chaves de um sprint final de alta voltagem.
O primeiro obstáculo neste caminho é traiçoeiro. O Famalicão chega ao Estádio do Dragão em plena recuperação, embalado por três vitórias consecutivas e cinco jogos sem perder. A equipa de Hugo Oliveira joga solta, confiante, sonhando com um regresso às provas europeias que há muito lhe escapam desde o regresso do clube à elite. Os minhotos atravessam talvez o momento mais afirmativo da temporada e prometem não facilitar a vida ao líder do campeonato.
Do lado azul e branco, há uma certeza: dentro de portas, ninguém venceu o FC Porto na presente edição da Liga. O Dragão tem sido um verdadeiro bastião, onde Farioli moldou uma equipa sólida, competitiva e com identidade. Ainda assim, o treinador italiano enfrenta agora um pequeno quebra-cabeças no coração do meio-campo. Gabri Veiga cumpre castigo e Rodrigo Mora continua afastado devido a uma lesão muscular na coxa esquerda. O criativo poderá evoluir até perto do jogo, mas por agora mantém-se fora dos treinos, o que obriga o treinador a redesenhar as dinâmicas do meio-campo.
Nesse contexto, ganha força uma novidade que poderá marcar o 44.º jogo da temporada: a titularidade de Fofana ao lado de Froholdt. Até aqui, sempre que Gabri falhou uma convocatória ou precisou de gestão física, foi Mora quem entrou em cena. O costa-marfinense, que está ao serviço da sua seleção, tem sido a sombra habitual do dinamarquês, e dividiu o meio-campo com Mora nas três vezes em que foi titular — com o Sporting, na Taça de Portugal, e nas duas batalhas europeias frente ao Estugarda.
Contra o SC Braga, já sem Mora disponível, Fofana entrou no decorrer na partida, desafiado a ‘fazer’ de Gabri Veiga para compor o triângulo com Froholdt e Palo Rosario, que substituíra Alan Varela. Agora, essa experiência pode ser promovida a teste principal. Farioli prepara-se para apostar na capacidade física, leitura de jogo e qualidade de finalização do camisola 42. Afinal, foi o Fofana quem apontou o golo que confirmou vitória importante na Pedreira. Abril reserva pelo menos seis partidas num espaço de pouco mais de duas semanas – e podem ser sete duelos se os azuis e brancos avançaram para a meia-final da Liga Europa.
Depois do Famalicão, o FC Porto muda o chip e vira-se para a UEFA Europa League, onde o Nottingham Forest será o próximo adversário, na 1.ª mão dos quartos de final, no Dragão. Mas, primeiro, o Famalicão. Farioli sabe que chegou a hora de provar que a equipa está pronta para tudo. Quem quiser travar o líder vai ter de o fazer num Dragão em plena comunhão com a equipa.