Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Catarina Morais/KAPTA+
Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: Catarina Morais/KAPTA+

Farioli e o FC Porto em destaque para lá da fronteira: «A perda de Itália...»

Trabalho levado a cabo pelo treinador italiano ao leme dos dragões valeu artigo no 'The Athletic'

A liderança isolada da Liga, a presença nos quartos de final da UEFA Europa League e, ainda, nas meias-finais da Taça de Portugal, têm despertado o olhar da Imprensa internacional para Francesco Farioli. Nesse sentido, o The Athletic elaborou um perfil do treinador do FC Porto, no âmbito de uma série de artigos sobre técnicos promissores no Velho Continente.

Farioli é descrito como «o cavalheiro treinador italiano que prospeta em Portugal», com a prestigiada publicação a vincar o facto de ter sido «ignorado» pelos clubes do país natal, não obstante as muitas mudanças no comando técnico registadas na Serie A e apesar de Francesco ser considerado um dos «mais brilhantes talentos do futebol italiano».

«Os tradicionais candidatos ao título e as equipas que disputam uma vaga na Europa optaram, na sua maioria, pela experiência», refere o texto, sugerindo que oportunidades em clubes como AC Milan ou Inter «podem ser vistos como surgindo demasiado cedo para Farioli, de 36 anos».

O The Athletic escreve também que «diz muito o facto dos técnicos mais modernos e progressistas de Itália trabalharem no estrangeiro», apontando como outro exemplo dessa tendência Roberto De Zerbi. «Embora o modelo de jogo [de Farioli] possa ter raízes italianas, foi reformulado e atualizado para se adaptar ao futebol atual», o que posiciona o homem do leme portista como alguém que «existe fora da cultura do futebol italiano».

Sobre a presente temporada, a publicação destaca a «dinâmica única» que existe entre o treinador e André Villas-Boas, presidente do FC Porto. «No verão, enquanto a Serie A dormia perante o talento de Farioli, André Villas-Boas estava bem desperto para o mesmo. Um treinador outrora precoce escolheu outro treinador que se tem destacado pela própria precocidade. Afinal, os livros de recordes ainda mostram que Villas-Boas é o treinador mais jovem a vencer uma grande competição da UEFA. Tinha 33 anos quando conquistou o triplete com o FC Porto. (...) Como tal, a dinâmica entre ele e Farioli é única. Talento reconhece talento», sublinha o The Athletic.

O artigo em questão elogia a forma como o técnico «lidou bem com os altos e baixos desta temporada» e também a capacidade de atrair jogadores como Kiwior, Bednarek e Thiago Silva.

«Ao vencer os seus primeiros nove jogos em todas as competições, Farioli deixou a sua marca. Dizer que ele causou uma impressão melhor do que o último italiano a treinar o FC Porto, Luigi Del Neri é um eufemismo. Em perfeita sintonia com Villas-Boas, uma nova era no FC Porto começou a sério. (...) Em janeiro, selaram a renovação até 2028. Depois de ter deixado o Nice e o Ajax após apenas uma temporada em cada um, com o objetivo de alargar os seus horizontes e de enriquecer a sua experiência, Farioli não será um caso de uma época no FC Porto. Ele acredita no projeto», vinca o The Athletic, que detalha a existência de um «grupo de WhatsApp [Creator's Lab]», no qual Farioli está inserido, «composto por analistas independentes da sua equipa técnica e que monitoriza o que acontece noutras ligas».

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«Pode não ser tão vistoso como o Sporting, mesmo com jogadores como Gabri Veiga ou Rodrigo Mora entre linhas, mas há inovação e entusiasmo no trabalho de Farioli. (...) A perda de Itália é, por agora, o ganho de Portugal. Farioli continua a prosperar», remata o site.