Ángel Di María, estrela do Rosario Central
Ángel Di María, estrela do Rosario Central - Foto: IMAGO

Família de Di María apoia vendedor ambulante assaltado por adeptos rivais

Jorgelina Cardoso, mulher do ex-Benfica, ofereceu uma camisola do Rosario Central assinada pelo marido

Jorgelina Cardoso, esposa de Ángel Di María, ofereceu uma camisola do Rosario Central autografada pelo marido a um comerciante que foi violentamente assaltado por adeptos do Newell’s na véspera do dérbi de Rosário.

O gesto solidário surgiu depois de um vendedor ambulante do Rosario Central, Nicolás Marín, ter sido vítima de um roubo violento enquanto trabalhava com o seu filho de nove anos. Um grupo de adeptos do Newell's roubou-lhe grande parte da mercadoria, incluindo mais de 50 camisolas, bandeiras e outros artigos.

Após a viralização das imagens do assalto, Jorgelina Cardoso deslocou-se ao local de trabalho do vendedor, perto do estádio Gigante de Arroyito, e entregou-lhe uma camisola do Rosario Central com o número 11, assinada pelo próprio Fideo. O filho do comerciante mostrou-se radiante com a oferta. «Deram-me a camisola do Di María autografada. Quando chegar a casa, vou pendurá-la na parede do meu quarto, estou muito feliz», contou o menino à imprensa local.

O assalto ocorreu no domingo, antes do clássico entre o Central e o Newell's, que terminaria empatado a uma bola. Segundo a denúncia, um grupo de jovens em várias motas aproveitou uma paragem no semáforo para roubar os produtos da banca de Marín, situada na avenida Rondeau com a rua Olivé.

O vendedor, que no momento do ataque fazia malabarismo com catanas, relatou que a sua principal preocupação foi proteger o filho, colocando-se à sua frente. «Eu estava a trabalhar e, por um momento, fiquei como que paralisado. Dizia: ‘Estou a trabalhar, irmão’», afirmou em declarações à Cadena 3 Rosario, explicando que não usou as catanas para se defender, mas para impedir que os agressores se aproximassem da criança.

Na sequência do incidente, a polícia deteve dois suspeitos, de 17 e 27 anos, após uma perseguição que terminou com a colisão da mota em que seguiam contra um carro-patrulha. Um dos detidos foi hospitalizado com vários ferimentos.

Nicolás Marín, de 35 anos, trabalha como vendedor ambulante há seis anos, sendo esta a sua principal fonte de rendimento. O roubo representou uma perda de cerca de 85% da sua mercadoria e um duro golpe financeiro, uma vez que o dinheiro investido destinava-se à compra de um veículo para mudar de profissão e deixar de levar o filho para os semáforos.

«Agora é recuar uns 100 degraus, voltar a reinvestir e a recomeçar do zero», lamentou o comerciante, que confessou estar cansado daquela forma de vida. «Tenho 35 anos, já estou cansado disto», desabafou, explicando que o seu objetivo era alcançar maior estabilidade para si e para a sua família.

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