Fàbregas foi treinado por Mourinho no Chelsea - Foto: IMAGO/Sportimage
Fàbregas foi treinado por Mourinho no Chelsea - Foto: IMAGO/Sportimage

Fàbregas sabe o que quer para o futuro: «Mourinho disse-me um dia...»

Premier League faz parte dos planos mas não no imediato

Cesc Fàbregas, treinador do Como, continua a dar cartas nas novas funções e já sabe o que quer para o futuro. Numa entrevista ao The Telegraph, o antigo internacional espanhol fez mira a um regresso à Premier League, onde somou passagens por Arsenal e Chelsea enquanto jogador.

«A Premier League é a melhor liga do mundo. Sempre fui muito, muito claro em relação a isso. Senti-o como jogador, sinto-o como treinador, como adepto. Mas [José] Mourinho disse-me um dia, quando eu estava no Chelsea: 'Ainda tenho 30 anos para trabalhar'. Por isso, posso estar aqui [no Como] durante 10 anos e ainda assim ir para a Premier League daqui a 12 ou 15 anos», sublinhou.

Para já, é o presente que centra atenções na cabeça do treinador: «O futebol é tão imprevisível, muda num segundo. Num dia, és o melhor. No dia seguinte, és o pior. Por isso, vamos aproveitar o momento. Gosto de aproveitar o momento. É bonito o que estamos a viver aqui. Vamos ver o que o futuro nos reserva.»

O técnico de 39 anos revelou que tem um pequeno livro preto onde registou notas táticas durante a carreira de jogador, com início nos tempos vividos nos gunners, e que serviu de ponto de partida, embora a experiência lhe permita agora confiar mais nos instintos.

«Consultei-o no início [ao assumir funções de treinador] porque era tudo novo. Mas agora, com a minha experiência, sinto-me cada vez mais confiante naquilo que faço. Os maiores capítulos são provavelmente sobre o Arsène [Wenger], porque tudo era novo, e o [Antonio] Conte, porque, para mim, foi um grande choque. Tudo era diferente.»

«Wenger envia-me mensagens depois dos jogos, mesmo quando perdemos ou quando ganhamos após boas exibições. Dá-me muita coragem», partilhou, antes de se mostrar intransigente em relação a alguns valores, numa altura em que é apontado a clubes como o Chelsea: «Se for para treinar apenas para obter resultados, não o farei. Não tenho necessidade de fazê-lo.»

«Joguei durante 20 anos, os meus filhos, a minha mulher, têm uma vida ótima. Graças a Deus joguei em grandes clubes e não preciso de fazê-lo. Faço-o por paixão e porque quero fazê-lo à minha maneira. Se querem jogar com bola longa, segunda bola, lamento, mas não sou o vosso homem, porque não o sinto. Por isso, não serei capaz de transmitir a chama», acrescentou.

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