John Doe e Lorna Hajdini
John Doe e Lorna Hajdini

Ex-funcionário da JPMorgan acusa executiva de assédio sexual e chantagem

Lorna Hajdini nega as acusações

Um antigo funcionário da JPMorgan Chase apresentou uma nova versão corrigida de um processo por assédio sexual contra uma executiva da empresa, prometendo continuar a batalha legal contra o gigante bancário, apesar de o réu negar veementemente as alegações de abuso e chantagem.

O processo, que inicialmente deu que falar na imprensa a 27 de abril após ser noticiado pelo The Daily Mail e pelo The New York Post, foi atualizado na segunda-feira, 4 de maio. O queixoso, identificado nos documentos como «John Doe» para proteger a identidade, acusa Lorna Hajdini, diretora executiva da JPMorgan, de o ter coagido a ter relações sexuais, drogado, ameaçado e insultado, num padrão de assédio que terá começado em 2024.

Através de um porta-voz da JPMorgan, os advogados de Hajdini emitiram um comunicado à revista PEOPLE, no qual «negam categoricamente as alegações». Afirmaram que a sua cliente «nunca se envolveu em qualquer conduta inapropriada com este indivíduo» e «nunca esteve sequer no local onde o alegado abuso sexual terá ocorrido». Numa declaração posterior, a 5 de maio, reiteraram a posição, acrescentando que Hajdini «nunca namorou com este indivíduo, nunca teve um encontro sexual ou romântico de qualquer tipo com ele e nunca lhe deu quaisquer drogas», considerando as acusações «totalmente fabricadas».

Na queixa corrigida, John Doe alega que o «padrão de ameaças e ridicularização para o coagir a uma relação sexual» por parte de Hajdini começou em abril de 2024, quando esta se juntou à sua equipa. O documento detalha que, nos meses seguintes, a executiva continuou a tocar-lhe sem consentimento e a fazer-lhe comentários sexualmente explícitos e depreciativos a nível racial, ameaçando-o com consequências profissionais caso não cedesse.

O processo judicial sofreu uma reviravolta quando a queixa inicial foi «devolvida para correção» e temporariamente retirada da consulta pública. A nova versão, agora apresentada, inclui vários anexos que, segundo o queixoso, sustentam as suas alegações. Entre os novos documentos estão duas declarações de testemunhas, assinadas em julho de 2025, que corroboram o comportamento inapropriado de Hajdini.

Uma das testemunhas afirma ter visto Hajdini com o queixoso em Nova Iorque e que esta a terá convidado para «se juntar a ela» no quarto com o queixoso. A outra testemunha relatou que, em 2024, John Doe lhe confidenciou que Hajdini «o estava a assediar e a tentar chantageá-lo». Mais tarde, esta mesma testemunha alega ter ouvido Hajdini, aparentemente embriagada, dizer algo como: «Eu sou tua dona, Brownie».

O queixoso pede uma indemnização por danos, incluindo salários perdidos e futuros.

Até ao momento, os advogados de John Doe não responderam aos pedidos de comentário, e os registos mostram que a JPMorgan e os advogados de Hajdini ainda não apresentaram as suas respostas em tribunal.

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