Remco Evenepoel venceu pela primeira vez a clássica neerlandesa     Fotografia Imago
Remco Evenepoel venceu pela primeira vez a clássica neerlandesa Fotografia Imago

Evenepoel vence Gold Race: «É o mais importante triunfo esta época»

Bicampeão olímpico belga livou-se de Mattias Skjelmose a 250 metros da meta e depois dos dois terem conseguido uma bem-sucedida fuga 40 km antes. Não sabe se irá à Flèche Wallonne dentro de três dias

O belga Remco Evenepoel (Red Bull-BORA-hansgrohe), conquistou, este domingo, a 60.ª Amstel Gold Race, ao superar ao sprint o dinamarquês Mattias Skjelmose (Lidl-Trek), que defendia o título.

A vitória na clássica neerlandesa foi decidida num emocionante duelo a dois, após uma fuga de 40 km. O bicampeão olímpico, de 26 anos, lançou o ataque decisivo a 250 metros da meta em Valkenburg, completando os 257,2 km desde Maastricht com o tempo de 5.59,40h, mas apenas apenas um segundo à frente de Skjelmose, de 25.

O pódio ficou completo com a chegada do primeiro grupo perseguidor, a 1.59m do vencedor, com o francês Benoît Cosnefroy (UAE Team Emirates) a ser o mais rápido.

Fotografia Imago

Com este triunfo, o primeiro nesta prova de um dia, Evenepoel vingou a derrota sofrida para Skjelmose em 2025. O ciclista da Red Bill, que conta com seis títulos mundiais e quatro europeus no palmarés, aproveitou a ausência de Tadej Pogacar para somar a oitava vitória da temporada e a 74.ª da carreira, tendo cumprido o percurso a uma média de 42,9 km/hora.

«É o mais importante triunfo esta época. Significa muito para mim, pois adoro esta prova. Tive um bom mês com a Volta a Catalunha e o Tour de Flandres, mas vencer é sempre diferente. Todas as vitórias são boas, mas considero esta prova logo abaixo dos Monumentos, por isso esta está certamente no topo da minha lista. Adoro esta prova, com suas muitas subidas curtas. A corrida foi decidida numa subida curta. Senti-me melhor no final do que no ano passado. O sprint provou isso. Ainda tinha energia.», começou por declarar Evenepoel.

«Depois, percebi que ele estava no limite quando o pressionava nas subidas curtas e que ele não estava tão bem quanto quando tínhamos acabado de abrir vantagem. Estava confiante de que conseguiria finalizar a prova com sucesso. Foi uma corrida extremamente dura do principio ao fim. Sabíamos que tudo podia ser decidido na parte final e foi o que aconteceu. Estava muito confiante e senti-me bem. Estou muito orgulhoso pelo trabalho de equipa, que controlou bem a corrida e deixou-me em boa posição para discutir o triunfo. É fantástico vencer aqui», completou.

Já Mattias Skjelmose contou que: «Tentei controlar o máximo possível, mas ele foi mais forte no final. Não havia muito mais o que fazer».

Apesar do êxito e da forma como se sentiu para garantir o triunfo Remco Evenepoel preferiu não revelar se, quarta-feira, estará na Flèche Wallonne, na próxima quarta-feira, 22 de abril. «Vamos analisar a prova de hoje e tomar uma decisão amanhã. Depende de como recuperar. Sinto-me bem, por isso espero poder participar”, concluiu.

Na prova feminina, a vitória sorriu de forma inesperada à espanhola Paula Blas, a qual surpreendeu as favoritas com um ataque a solo a 22 km do fim, terminando os 158,1 km em 4.02,15h. O pódio foi ainda ocupado pela polaca Kasia Nieuwiadoma e pela neerlandesa Demi Vollering, ambas antigas vencedoras do Tour de França, que chegaram 27s depois.

«É incrível. Eu nem estava escalada para correr esta prova. Fui chamada à última hora para substituir algumas companheiras de equipa lesionadas», revelou Paula Blas.