A Dinamarca juntou o título Europeu, ao olímpico e ao mundial. IMAGO
A Dinamarca juntou o título Europeu, ao olímpico e ao mundial. IMAGO

Euro 2026: Dinamarca sagra-se campeã europeia 14 anos depois!

Caiu o pano sobre o Europeu e não podia ter tido melhor desfecho para os dinamarqueses que, perante mais de 15 mil adeptos, juntaram a esta medalha de ouro às do Mundial e dos Jogos Olímpicos, ao bater na final a Alemanha. A única mancha no caminho? A derrota, a única do Euro, com Portugal!

A Dinamarca é a nova campeã europeia, conquistando o título pela terceira vez na sua história. Após as vitórias em 2008 e 2012, a seleção nórdica pôs fim a um jejum de 14 anos ao derrotar a Alemanha por 34-27 na final, onde chegou com apenas uma derrota frente a Portugal, ainda na fase de grupos.

Com este triunfo, a Dinamarca, tetracampeã mundial e bicampeã olímpica, tornou-se na segunda nação anfitriã a vencer o Campeonato da Europa, um feito apenas alcançado pela Suécia em 2002, que curiosamente também derrotou a Alemanha na final.

A partida decisiva, que decorreu sob o olhar da Rainha Mary da Dinamarca e do chanceler alemão Friedrich Merz, teve em Simon Pytlick a sua principal figura, ao apontar oito golos. No entanto, foi Mathias Gidsel quem arrecadou os maiores louros individuais. Além de ter sido eleito o MVP do torneio, o lateral dinamarquês sagrou-se o melhor marcador da competição com 68 golos, superando o recorde anterior de 65 golos, que pertencia a Sander Sagosen desde 2020. Pytlick foi o segundo melhor marcador, com 64 golos.

Rasmus Lauge, o único «sobrevivente» da equipa campeã de 2012, conquistou a sua segunda medalha de ouro europeia. O guarda-redes Kevin Moller foi distinguido como o homem do jogo na final.

O percurso até ao título foi tudo menos fácil para a equipa de Nikolaj Jacobsen. Apesar do domínio recente em Campeonatos do Mundo (quatro títulos consecutivos entre 2019 e 2025) e Jogos Olímpicos (ouro em 2016 e 2024), o Europeu teimava em escapar. Depois de falhar a fase principal em 2020, conquistar o bronze em 2022 e a prata em 2024, a pressão era enorme.

A campanha de 2026 começou com as lesões de Emil Madsen e Thomas Arnoldsen e agravou-se com as perdas dos pivôs Lukas Jørgensen, Emil Bergholt e Simon Hald ao longo da prova. Uma derrota na fase de grupos contra Portugal deixou a equipa em alerta, mas a vitória crucial sobre a França, nessa altura ainda campeã em título, no arranque da 'main round', marcou o ponto de viragem. A partir daí, a Dinamarca somou seis vitórias consecutivas, terminando o torneio com um registo de oito triunfos em nove jogos.