Algumas das novas normas pretendem dar maior segurança aos pilotos nas primeiras curvas        Fotografia Imago
Algumas das novas normas pretendem dar maior segurança aos pilotos nas primeiras curvas Fotografia Imago

Está decidido: MotoGP aprova várias mudanças

Aprovadas mudanças importantes no regulamento, uma delas entra em vigor já este fim de semana os Países Baixos, outros dentro de 15 dias na Alemanha. Por fim, passam a existir limite de equipas satélite, mas só serão obrigatórios a partir de 2028

Como já era esperado depois das últimas reuniões, um dia após o Grande Prémio de Brno, na República Checa, a Grand Prix Commission, composta por Paul Duparc (FIM), Mike Webb (IRTA), Biense Bierma (MSMA) e Carmelo Ezpeleta (MotoGP SEG), anunciou um conjunto de alterações regulamentares com o objetivo de reforçar a segurança dos pilotos, com destaque para a abolição dos dispositivos de ajuste de altura dianteiros, conhecidos como holeshot devices, e para modificações na grelha de partida. A primeira das quais entrará em vigor já no próximo fim de semana, no Grande Prémio dos Países Baixos. Foi ainda anunciado um limite de motos por fabricante para o futuro.

Assim, com o objetivo de melhorar a segurança nos arranques, a partir do Grande Prémio dos Países Baixos, todas as motos da categoria rainha deixarão de poder utilizar os referidos dispositivos. A decisão foi tomada após consulta com todas as equipas do MotoGP e depois de os pilotos terem tido a oportunidade de testar arranques sem esta tecnologia durante sessões de treinos adicionais. Tal alteração surge em resposta ao aumento de incidentes nas primeiras curvas, sendo estes dispositivos frequentemente apontados como a causa.

Inicialmente, a proibição total deste sistema por razões de segurança estava prevista apenas para a temporada de 2027, com uma aplicação parcial já nas corridas de Silverstone e Phillip Island. No entanto, os problemas técnicos e incidentes recentes nas retas de Montmeló e Balaron Park levaram a uma antecipação da decisão.

Num comunicado emitido a partir da sua sede em Mies, a FIM oficializou a medida: «Estes dispositivos já não estarão permitidos dentro do amplo pacote de alterações regulamentares previsto para a próxima temporada, mas a proibição adianta a sua retirada para o GP dos Países Baixos de 2026, que se disputa este fim de semana. Tem sido um tema muito comentado durante vários Grandes Prémios desta temporada e agora a medida já é oficial».

O holeshot dianteiro é acionado manualmente pelo piloto antes da partida, comprimindo a forquilha para bloquear a suspensão na sua posição mais baixa. O sistema deveria libertar-se automaticamente na primeira travagem, mas falhas mecânicas têm ocorrido, deixando a moto baixa e colocando em perigo tanto o piloto como os seus adversários. Recorde-se que, na sexta-feira em Brno, os pilotos de MotoGP já realizaram uma sessão extra de treinos de arranque sem o dispositivo.

Além disso, a partir do Grande Prémio da Alemanha, dentro de duas semanas, a configuração da grelha de partida em todas as classes será alterada. A partir de Sachsenring, a configuração da grelha de partida será ajustada em todas as categorias para aumentar a segurança. A distância lateral entre cada piloto passará de três para quatro metros. Consequentemente, a distância entre cada linha da grelha aumentará de nove para doze metros, mantendo-se os três pilotos por fila. A ideia é proporcionar mais espaço de manobra aos pilotos na corrida até à primeira curva.

Por fim, foi estabelecida uma regra para o futuro: a partir de 2028, nenhum fabricante poderá ter mais de seis motos na grelha. Isto significa que cada construtor poderá fornecer motos a um máximo de duas equipas satélite, para além da sua equipa de fábrica. Esta norma, que já está prevista para 2026, tornar-se-á oficial em 2028, com a condição de que existam pelo menos cinco fabricantes a competir no campeonato nessa altura.

«Esta norma estará condicionada a que, pelo menos, existam cinco fabricantes a competir nesse momento no campeonato. Um limite máximo de seis motos — como ocorre atualmente com a Ducati— e que já estava previsto para 2026, mas esse regulamento será convertido em uma norma oficial a partir de 2028». salienta ainda o comunicado.

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