Pavlidis teve uma noite de sonho contra o St. Gallen — Foto: Miguel Nunes
Pavlidis teve uma noite de sonho contra o St. Gallen — Foto: Miguel Nunes
Melhor em campo: Pavlidis (8)

Marcou golos (quatro) para todos os gostos, dois de pé esquerdo, um de cabeça e um de pé direito. Mas, para qualquer treinador, deve ser um gosto ver como foi muito mais que isso. Para lá de finalizador letal, deu-se ao jogo, ocupando por vezes as áreas de Sudakov, quando recuava no terreno, para receber a bola e combinar com os companheiros e permitir a saída de bola. Jogou bem, por isso, de costas para a baliza e ainda mais de frente para o guarda-redes . No primeiro golo, finalizou de primeira com o pé esquerdo; no segundo, recebeu a bola de António Silva, tocou para Kaminski, recebeu com pé direito e disparou com o esquerdo; no terceiro, cabeceou após centro de Bah; no quarto fuzilou com o pé direito no penálti. Éna, dío, tría, téssera. E como houve cinco, então pénte. Percebe-se que é um, dois, três, quatro, cinco em grego, certo?

Trubin (5) — Não passou tranquilidade à equipa, apesar de ter começado bem, agarrando um centro após um canto aos 3’ e defendendo um remate forte, cruzado e perto de Balde. Aos 17’, saiu mal da baliza, Balde ficou com a bola, mas Lenglet salvou o empate. Defesa complicada e apertada para a frente aos 84’.

Bah (5) — Com o St. Gallen distraído, lançamento lateral rápido a servir a velocidade de Rafa, que assistiu Pavlidis no primeiro golo. Também assistiu Pavlidis no terceiro golo, depois de um bom lance ofensivo. Aos 43’ também cruzou para finalização perigosa de Leandro Barreiro. Mas teve vários momentos negativos: aos 13’ foi batido por Balde e permitiu depois o remate perigoso do avançado; aos 17’ perdeu lance de cabeça com Boukhalfa na área; aos 40’ perdeu dois duelos com Balde, que rematou ao poste. Segunda parte mais tranquila.

António Silva (8) — Que bela forma de se despedir da Luz. A partir da meia hora, depois de já ter feito um excelente passe vertical para Rafa, percebeu que a equipa precisava dele a atacar. Aos 35’ arrancou para o meio-campo adversário, quebrou a marcação individual, meteu a bola em Pavlidis e foi recebê-la na área de Rafa, mas Balde cortou o lance. Forte nos duelos individuais, o lance do segundo golo nasce depois de um passe do capitão para Kaminski. Ainda foi protagonista de mais duas arrancadas com bola de fazer inveja a qualquer médio e foi eficaz também a meter bolas longas no ataque. Foi líder quando a equipa precisou. Ah, e esteve perto de marcar num cabeceamento após canto apontado por Sudakov.

Lenglet (7) — Salvou de cabeça o empate (13’), evitou que Hunziker marcasse aos 84’ e falhou o momento de corte a Frokaj que se isolou e falhou na cara de Trubin. Fez dois bons passes para Rafa e Sudakov na segunda parte e fez de avançado ao marcar, com o pé esquerdo, o quinto golo, depois de centro de Lukebakio.

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Dahl (5) — Sem grande influência ofensiva na primeira parte, melhorou na segunda, destacando-se num remate de pé direito fora da área para defesa de Dumrath e num bom centro de Sudakov.

Leandro Barreiro (6) — Energético, não deixa qualquer adversário descansado. Aos 19’ queixou-se de ter sofrido penálti e pela área surgiu a finalizar várias vezes, aos 43’ até esteve bem perto de marcar, mas a bola saiu por cima da barra. Andou para a frente e para trás, para a esquerda e para a direita, e aos 54’, isolado por Sudakov, rematou para defesa de Dumrath.

Enzo Barrenechea (5) — Aos 3’ apanhou um susto, deixando escapar Boukhalfa para um ataque perigoso. Demorou a encaixar no jogo, ou seja, onde posicionar-se, que movimentos fazer, quando e onde e como pressionar. Também raramente foi a melhor solução para a saída de bola. Tinha sempre Gortler. Estabilizou depois do intervalo, aos 52’ recuperou uma bola perto da área do St. Gallen e meteu-a logo em Pavlidis, que decidiu mal.

Rafa (7) — Veloz como uma chita, desmarcou-se nas costas da defesa suíça e meteu a bola em Pavlidis no lance do primeiro golo. Aos 19’ isolou Leandro Barreiro com um toque de calcanhar. Aos 45+2’ recuperou a bola e rematou em arco por cima da barra. Aos 53’ cruzou com açúcar, mas Pavlidis e Kaminski não chegaram a tempo para encostar. Aos 65’ isolou Bah no lance do terceiro golo.

Sudakov (6) — Pouco influente na primeira parte, apesar de ter cruzado para cabeceamento perigoso de António Silva. Deu-se ao jogo na segunda parte. Aos 54’, fez um grande passe de trivela a isolar Leandro Barreiro. Três minutos depois foi derrubado por Stanic, que viu o segundo amarelo e o vermelho. Somou ainda três remates. E foi, sobretudo, uma solução ofensiva, mais confiante e com muita vontade de ter influência.

Kaminski (6) — Primeira parte negativa, com más decisões, embora com compromisso defensivo. Subiu muito de rendimento na segunda. Aos 55’ simulou receber a bola, deixou-a para Pavlidis, foi receber mais à frente para fazer assistência para o segundo golo do grego. Sentiu-se melhor quando pisou terrenos interiores.

Ríos (6) — Entrou aos 66’ e pouco depois estava a ser derrubado na área. Com larga área de ação e sem estar pressionado, até pareceu soltinho, apesar de ter poucos dias de trabalho.

Schjelderup (5) — Sem impacto ofensivo, ainda tentou acelerações pela esquerda.

Lukebakio (6) — Entrou cheio de vontade e genica, na primeira jogada deixou Owusu para trás, tirou Okoroji da frente e rematou rasteiro em arco ao lado do poste direito. Fez também a assistência para Lenglet. Manteve o ritmo alto da equipa.

Dedic (5) — Logo no primero lance já estava perto da área com a bola. Aos 90+3’, depois de arrancada, meteu a bola em Lukebakio, que decidiu mal.

Durán (5) — Apenas lhe chegou uma bola, após centro de Lukebakio, que quase nem conseguiu cabecear. Mas também vinha muito alta.

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