Cânticos vergonhosos mancharam jogo de Espanha
Cânticos vergonhosos mancharam jogo de Espanha - Foto: IMAGO

Embaixada do Egito em Espanha condena cânticos xenófobos em jogo particular

Representação diplomática elogiou a rápida resposta das autoridades espanholas

A Embaixada do Egito em Espanha emitiu um comunicado a condenar os incidentes ocorridos durante um jogo particular entre as seleções dos dois países na Catalunha, descrevendo os responsáveis como uma «pequena minoria». A representação diplomática elogiou a rápida resposta das autoridades espanholas perante os cânticos islamófobos e xenófobos que se ouviram no estádio.

Os episódios tiveram lugar na noite de terça-feira no Estádio RCDE, em Cornellà de Llobregat, onde um grupo de adeptos entoou cânticos discriminatórios e assobiou o hino nacional do Egito antes do início da partida, que terminou com um empate sem golos.

No comunicado, a embaixada manifestou o seu apreço pela «resposta eficaz e rápida do Governo espanhol» na condenação destes «atos isolados», destacando que foram tomadas as medidas apropriadas para resolver a situação. A nota diplomática sublinha ainda o desejo de «reafirmar as relações profundas e de longa data entre o Egito e a Espanha», baseadas no respeito mútuo. A reação de repúdio não se limitou ao governo. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) e a sociedade civil também condenaram os acontecimentos.

Após o final do jogo, que servia de preparação para o Mundial 2026, tanto os jogadores como o selecionador espanhol, Luis de la Fuente, condenaram os cânticos. Por sua vez, o governo regional da Catalunha, através do conselheiro Berni Álvarez, criticou a demora na ativação dos protocolos antirracismo no estádio.

Berni Álvarez revelou aos meios de comunicação social que, durante o intervalo, interpelou os responsáveis das federações espanhola e catalã de futebol, exigindo a aplicação dos protocolos. Só então foi exibida nos ecrãs do estádio a mensagem: «A legislação para a prevenção da violência no desporto proíbe e sanciona a participação ativa em atos violentos, xenófobos, homófobos ou racistas».