Benfica teve de puxar dos galões para bater a resistência dos debutantes
O Benfica iniciou a defesa do título de campeão na Liga Placard com triunfo por 4-1 perante o UPVN, num Pavilhão Fidelidade que assistiu a exibição memorável de bravura da formação da Venda Nova na sua estreia absoluta no primeiro escalão do futsal nacional.
Apesar do domínio territorial e das oportunidades criadas pelas águias na etapa inicial, o nulo persistiu quase até ao descanso. A grande responsabilidade pertenceu a Jackson Ryan, guarda-redes do conjunto da Amadora e incontestável herói da resistência, que travou sucessivos remates com intervenções de elevado nível.
No entanto, o muro ruiu nos instantes finais do primeiro tempo: a 120 segundos do intervalo, Pany Varela serviu Lúcio Rocha para o 1-0 (19') e, logo a seguir, assistiu Afonso Jesus para o segundo da conta encarnada (20').
Na segunda metade, a equipa da Venda Nova voltou a demonstrar uma postura destemida e esteve muito perto de reduzir aos 25 minutos, num disparo de Diogo Silva a fazer tremer o poste da baliza encarnada. E, aos 28', valeu ao Benfica a atenção de Pany Varela, que vestiu a camisola de bombeiro e tirou o pão da boca ao mesmo Diogo Silva em cima da linha de golo.
A eficácia encarnada acabaria por vir ao de cima aos 31 minutos, quando Arthur assinou o 3-0. E bastariam somente mais dois minutos, para o ala brasileiro dar origem do tento que dilatou a vantagem, com o jovem Luís Montes, recém-entrado, a ter a infelicidade de fazer autogolo.
A reação do jovem de 19 anos, cedido pelo Sporting, não podia ter sido mais dramática e histórica: ainda no decorrer do minuto 33, Montes redimiu-se e apontou o tento de honra da Venda Nova, escrevendo o seu nome ao assinar o primeiro golo da história do clube na divisão principal.
Até ao apito final, Jackson Ryan voltou a brilhar para evitar males maiores, selando um jogo de enorme dignidade do recém-chegado.