Gonçalo Ramos não precisa de muito para marcar
Gonçalo Ramos não precisa de muito para marcar

«É injusto o que estou a fazer com Gonçalo Ramos»

Avançado português saltou do banco e não demorou muito tempo a marcar, merecendo elogios de Luis Enrique, treinador do PSG

Luis Enrique, treinador do PSG, teceu rasgados elogios a Gonçalo Ramos após a vitória por 3-1 sobre o Toulouse, para a Ligue 1, admitindo que a forma como gere a utilização do avançado português é «injusta».

O internacional português entrou em campo aos 87 minutos e marcou já no tempo de compensação, selando o resultado. Este foi o sexto golo de Gonçalo Ramos no campeonato, onde foi titular em apenas dez ocasiões. A sua eficácia vindo do banco é notável, com 50% dos seus golos a serem marcados na condição de suplente utilizado.

Em declarações à Ligue 1 +, Luis Enrique não poupou nos elogios à atitude e eficácia do ex-Benfica: «Hoje [ontem], o Gonçalo Ramos jogou cinco minutos e marcou. Luta o tempo todo. É incrível», afirmou Luis Enrique, antes de fazer uma confissão surpreendente: «É injusto o que faço com ele, mas ele mostra que estou errado.»

O treinador do PSG abordou ainda as dificuldades na gestão do plantel, comparando o seu trabalho ao Tetris devido ao calendário sobrecarregado. «A vida de um treinador é dura, pensamos em ganhar os jogos, gerir o estado dos jogadores», desabafou, sublinhando a complexidade após as pausas para as seleções.

«Para ganhar troféus, precisamos de muitos jogadores. Independentemente dos jogadores, mostrámos que fizemos um bom trabalho», acrescentou, destacando a polivalência como um fator crucial. Luis Enrique deu como exemplos o defesa brasileiro Lucas Beraldo, que jogou a médio, e Désiré Doué, um avançado que também pode atuar no meio-campo.

«É importante mostrar ao treinador que se pode jogar assim. Quando se quer ir ao Mundial, é importante saber que há jogadores que podem jogar em todo o lado», explicou, concluindo a sua análise sobre a gestão do plantel. «Procuro melhorar cada jogador. Às vezes erro. Tento ver a capacidade deles de gerir o momento, independentemente da posição em campo.»