Desinspiração e calculismo ditaram nulo entre Alverca e Aves SAD
Equilíbrio foi a palavra de ordem na partida entre Alverca e Aves SAD, que terminou empatada 0-0. Os ribatejanos dominaram a posse de bola, mas o 5x3x2 montado por João Henriques, com Mateus Pivô como central e Gui Neiva a fechar o corredor direito dificultou a tarefa dos comandados de Custódio Castro.
O Aves SAD, que não tinha sofrido golos em dois dos últimos três jogos, não se resumiu a tarefas defensivas e deu o primeiro sinal de perigo, aos 6'. Roni, descaído para o lado esquerdo à entrada da grande área, aqueceu as luvas a André Gomes com um remate traiçoeiro.
O susto galvanizou a turma de Custódio que dependia bastante da mobilidade de Chiquinho e do atrevimento ofensivo de Touaizi. O lateral marroquino foi uma das unidas mais inconformadas e aos 20' esteve a centímetros de inaugurar o marcador, mas rematou de pé esquerdo em arco ao lado da baliza de Adriel.
O Aves SAD voltou a responder no contragolpe, nas asas de Tomané, decisivo a atacar e a defender, e de Diego Duarte que rematou ao lado aos 27'. João Henriques, ainda assim, foi obrigado a alterar uma peça no modelo que tão bem estava a funcionar aos 34', devido a queixas físicas de Ángel Algobia.
A monotonia da reta final da primeira parte foi quebrada por mais uma boa jogada de Touaizi que cruzou com veneno para a grande área. Infelizmente para o Alverca, nem Figueiredo nem Marezi conseguiram desviar o esférico para o fundo das redes e o nulo continuou até ao intervalo.
Na segunda parte, o Alverca voltou a cometer os mesmo erros na primeira fase de construção e quase pagou caro aos 47'. A defesa ribatejana perdeu a bola de forma displicente para Tomané que trabalhou no corredor esquerdo antes de cruzar para a grande área.
A bola sobrou para Roni que desferiu um remate potente que bateu com estrondo no poste esquerdo da baliza à guarda de André Gomes. Os avenses sempre revelaram sempre maior discernimento e frieza, face a uma Alverca incapaz de aproveitar os espaços existentes entre os setores adversários.
O pontapé de Roni ao poste antecipou uma segunda parte mais animada, mas tal premissa não se confirmou. A parca inspiração ribatejano, o maior calculismo avense e as inúmeras pausas na partida para assistência de jogadores justificaram minutos com muito poucos motivos de interesse no Ribatejo.
Custódio Castro refrescou o ataque e intensificou o cerco à baliza avense. Fabrício Garcia e Diogo Spencer colocaram o Aves SAD em sentido, mas Ponck e Mollina, que entraram aos 72', e Aderllan Santos secaram todos os cruzamentos alverquenses.
A partida terminou com protestos dos ribatejanos, que pediram penálti por considerarem que Clairicia tinha sido travado por Tiago Galleto dentro da grande área avense aos 90+6'. João Gonçalves não teve a mesma leitura e apitou para o final da partida.
A equipa de João Henriques que não sofreu golos pela terceira vez nos últimos quatro jogos e passou a somar 10 pontos na tabela. Já os ribatejanos mantiveram-se no décimo lugar com 28 pontos, mas somaram a sétima partida consecutiva sem ganhar.
As notas dos jogadores do Alverca
André Gomes (6) ; Baseya (5), Sergi Gómez (5) e Bastien Meupiyou (5); Nabil Touaizi (6), Rhaldney (5), Lincoln (6) e Isaac James (5); Chiquinho (6), Marezi (4) e Figueiredo (6). Sandro Lima (4), Clairicia (4), Vasco Moreira (4), Fabrício Garcia (5) e Diogo Spencer (5)
As notas dos jogadores do Aves SAD
Adriel (6); Mateus Pivô (5), Aderllan Santos (6), Paulo Vítor (6) e Kiki Afonso (5); Algobia (4), Roni (6) e Gustavo Mendonça (5); Gui Neiva (6), Tomané (6) e Diego Duarte (5). Tiago Galleto (4), Perea (4), Tunde (4), Molina (5) e Ponck (5).
Custódio Castro, treinador do Alverca: «Fomos demasiado lentos»
João Henriques, treinador do Aves SAD: «Sensação de justiça e crescimento»
Notícia atualizada às 18h17