Deschamps despediu-se da seleção de França
Deschamps despediu-se da seleção de França

Deschamps mudou quatro ao intervalo mas «podiam ter sido oito»: «Fui eu que me enganei»

Selecionador de França, a fazer o último jogo, assume erros na escalação da equipa para o jogo do terceiro lugar frente a Inglaterra

No último jogo ao serviço de França, Didier Deschamps assumiu a total responsabilidade pela derrota por 4-6 frente à Inglaterra, no jogo de atribuição do terceiro lugar do Mundial 2026, após uma primeira parte desastrosa em que os gauleses sofreram quatro golos sem resposta.

«Fui eu que me enganei, não eles». Foi com estas palavras que o selecionador dos Bleus resumiu o desaire, protegendo os seus jogadores. No final de um ciclo de catorze anos no comando da equipa, Deschamps esteve perto de uma despedida humilhante, mas a França conseguiu uma recuperação notável na segunda parte, embora insuficiente para evitar a derrota.

Ao intervalo, com o resultado em 0-4, o técnico francês operou quatro substituições, admitindo mais tarde que «poderia ter feito oito». Tirou Cherki, Doué, Theo Hernández e Konaté e as alterações surtiram efeito, com a entrada de Upamecano a trazer mais serenidade ao setor defensivo e a de Barcola a conferir maior dinamismo e percussão ao ataque, tendo entrado ainda Digne e Dembélé.

Deschamps explicou a decisão de apresentar uma equipa com várias alterações para este jogo, nomeadamente sete mudanças - tal como Inglaterra - em relação ao onze que defrontou a Espanha, incluindo uma defesa totalmente reorganizada. «Deveria ter feito outras escolhas desde o início do jogo e talvez as coisas tivessem corrido melhor», confessou o selecionador.

Apesar de assumir o erro, Deschamps não deixou de reconhecer que a exibição de alguns jogadores ficou aquém do esperado. «Obviamente, houve certos jogadores que poderiam ter feito melhor», admitiu, embora se tenha recusado a individualizar as críticas: «Cada um é julgado pelo seu desempenho, mas julgar jogadores, caráteres, personalidades diferentes, nunca o fiz à vossa frente e não vou terminar assim».

O treinador concluiu a sua análise ao seu último jogo no banco da seleção francesa, afirmando: «Não quero falar de vergonha, porque a vergonha é outra coisa, mas não tínhamos o direito de terminar com uma primeira parte como aquela. A segunda está mais de acordo com o que a seleção de França é capaz de fazer».

Kylian Mbappé saiu em defesa do legado do técnico, garantindo que o resultado não irá manchar a sua história. «Este jogo não vai manchar a lenda de Didier Deschamps», declarou o avançado francês.

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