Domingos Paciência, diretor da FPF, falou aos jornalistas no âmbito da receção a Pedro Proença na Câmara Municipal do Porto e não passou ao lado das aspirações mundialistas da Seleção Nacional

«Descentralização» no discurso da FPF e de Pedro Duarte, presidente da CM Porto

Domingos Paciência e autarca portuense falaram aos jornalistas à margem da receção a Pedro Proença nos Paços do Concelho

Pedro Proença encabeçou a comitiva da Federação Portuguesa de Futebol que, esta sexta-feira, foi recebida com pompa e circunstância por Pedro Duarte, na Câmara Municipal do Porto. Depois de assinado o protocolo de cooperação entre as duas entidades — a que se juntou, ainda, a Associação de Futebol do Porto —, foi inaugurada a  a exposição itinerante dos troféus conquistados pelas seleções nacionais em 2025.

Domingos Paciência, diretor da FPF, falou aos jornalistas presentes e renovou a ambição da equipa das Quinas no Mundial deste ano... mas não só. «Queremos ser campeões do Mundo. Mas também estamos a trabalhar para sermos candidatos a ganhar em 2030 [Mundial organizado por Portugal, Espanha e Marrocos]. Gostaríamos de trazer a taça para o Porto, mas também de levá-la ao resto do país», afirmou o antigo internacional luso, responsável pela ligação entre Pedro Proença e a Seleção A.

Pedro Duarte, autarca da Invicta, foi de encontro à ambição demonstrada por Domingos, vincando o desejo de juntar mais um troféu aos que já se encontram nos Paços do Concelho: «Estávamos a olhar ali para trás e a ver como vamos arranjar o espaço para mais uma taça... As conquistas de 2025 foram notáveis para Portugal, mas há espaço para pelo menos uma conquista em 2026. Estamos todos com expectativas. Gostamos de ser ambiciosos e eu também quero ser. Devemos aspirar ao título.»

Domingos Paciência e Pedro Duarte também mostraram estar em sintonia no que toca ao projeto de descentralização do futebol nacional que Pedro Proença pretende levar a cabo enquanto líder da FPF, algo que o próprio mencionou no discurso que antecedeu a assinatura do protocolo de cooperação supracitado.

«A ideia é chegar ao país todo, as reuniões que existem são no sentido de aproximarmos as comunidades, melhorar as condições não só para jogadores, como para treinadores, árbitros e dirigentes. Trabalhar para o futuro», frisou o antigo futebolista, corroborado pelo presidente da CM Porto: «A FPF tem esta atenção para com todo o território. O país precisa destes exemplos e o futebol pode ser uma inspiração. O futebol representa o que pode ser o nosso país, o potencial que temos de formar novas gerações talento e exportá-lo. O país deve valorizar aquilo que o futebol tem dado.»