Victor Lindelof, jogador do Aston Villa e internacional sueco
Victor Lindelof, jogador do Aston Villa e internacional sueco - Foto: IMAGO

De central a médio: a surpreendente transformação de ex-Benfica

Victor Lindelof foi adaptado por Unai Emery para o meio-campo do Aston Villa devido a várias lesões no plantel

Victor Lindelof, habitualmente um defesa-central, foi adaptado com sucesso à posição de médio no Aston Villa, uma alteração tática forçada por lesões que está a gerar resultados positivos e a demonstrar a flexibilidade do sistema de Unai Emery.

A mudança do internacional sueco, convocado para o Mundial 2026, para o meio-campo deveu-se às ausências por lesão de Amadou Onana e Boubacar Kamara, numa altura em que Douglas Luiz e Lamare Bogarde também não eram opções. Apesar de não possuir a mesma capacidade técnica de um médio tradicional, o ex-Benfica tem correspondido às exigências nos jogos contra o Nottingham Forest (Europa) e o Burnley (Premier).

Os últimos dois jogos de Lindelof no Aston Villa foram precisamente a médio defensivo, ao lado de Tielemans, ambos como titular. Antes disso, cumpriu os 90 minutos na derrota caseira com o Tottenham (1-2) como central, mas esta foi uma forma do sueco ganhar minutos depois de uma época inconsistente nesse sentido. Aliás, no início da época, jogou três vezes como lateral-direito, porque Mings e Konsa são a parceria preferida no eixo.

Sistema tático rotativo

No esquema tático de Unai Emery, os médios-centro desempenham um papel crucial na fase de construção, operando no vértice dos triângulos defensivos formados de cada lado do guarda-redes. A sua função é gerir a progressão da bola desde o primeiro terço do campo até ao meio-campo adversário.

A presença de Lindelof no meio-campo introduz novas dinâmicas, especialmente quando os adversários não pressionam de forma agressiva. Nesses momentos, o sueco tem sido visto a recuar da sua posição para se juntar aos defesas-centrais, formando uma linha de três. Este movimento permite que ambos os laterais subam no terreno e ofereçam largura, algo que não aconteceria com apenas dois centrais.

Com Lindelof no meio-campo, o lateral-direito Matty Cash ficaria mais recuado, enquanto o esquerdo teria liberdade para atacar. Com o recuo de Lindelof, ambos podem projetar-se. Esta não é uma tática inteiramente nova para Emery, que já utilizou Boubacar Kamara numa função semelhante, recuando do meio-campo para atuar como um terceiro central.

Embora possa parecer um exagero atribuir a caminhada do Villa até à final da Liga Europa a esta pequena alteração tática de Unai Emery, a verdade é que o impacto sistémico de ter Lindelof a jogar como médio pode ajudar o clube a conquistar em Istambul o seu primeiro troféu em 30 anos diante do Friburgo, carrasco do SC Braga.

A iniciar sessão com Google...