Zorana Jovanovic, mulher do guarda-redes de Curaçau, Eloy Room - foto Instagram
Zorana Jovanovic, mulher do guarda-redes de Curaçau, Eloy Room - foto Instagram

Curaçau permite que jogadores partilhem quarto com mulheres e namoradas no Mundial

Médica da equipa conta que medida é emocional, mas também financeira

A seleção de Curaçau adotou uma medida invulgar: o selecionador Dick Advocaat autorizou que os jogadores partilhem o quarto de hotel com as mulheres ou namoradas durante a competição.

A revelação foi feita por Suzanne Huurman, a única mulher entre 47 homens a chefiar uma equipa médica no Mundial 2026. 

A comitiva está hospedada em Boca Raton, na Flórida, e a medida visa proporcionar um ambiente familiar aos jogadores da nação mais pequena de sempre a participar num Mundial, com apenas 160 mil habitantes.

«Os jogadores podem ficar hospedados com as suas companheiras no mesmo quarto e, quando há filhos, a família recebe um quarto adicional», explicou a médica brasileira, especialista em Medicina Desportiva, ao Globoesporte. «É algo bastante único no futebol de seleções. Curaçao é um país pequeno, com um povo muito alegre, caloroso e voltado para a família, algo que me lembra bastante o Brasil», acrescentou.

Zorana Jovanovic, a modelo casada com o guarda-redes Eloy Room, novo herói de Curaçau

Galeria de imagens 38 Fotos

A decisão teve também em conta o fator financeiro. Com os elevados custos de alojamento nos Estados Unidos, seria difícil para muitas famílias suportarem sozinhas as despesas de uma estadia prolongada e paralela aos jogadores. A federação decidiu, por isso, assumir esses custos.

«Muitos dos nossos jogadores não atuam nos níveis mais altos do futebol mundial. Para várias famílias, seria muito caro viajar e ficar hospedada durante semanas nos Estados Unidos por conta própria», afirmou Suzanne Huurman. «A federação decidiu assumir esse custo para que os jogadores possam ter as suas parceiras e filhos por perto. Alguns, provavelmente, ficariam preocupados ou stressados».

Questionada sobre o debate em torno da atividade sexual antes das competições, a médica, que já trabalhou no Real Madrid e no PSV, acredita que a presença familiar pode ser benéfica, sobretudo a nível emocional.

«Sim, acredito que ajuda, mas talvez mais pelo lado emocional do que por um efeito fisiológico direto. Num torneio tão longo, ter a família por perto reduz um pouco a saudade de casa e traz tranquilidade», defendeu.

Apesar da pesada derrota por 1-7 contra a Alemanha na estreia, a boa disposição tem sido uma imagem de marca da equipa, que depois empatou a zero com o Equador. Curaçau defronta agora a Costa do Marfim na próxima quinta-feira, na Filadélfia, ainda com hipóteses de se qualificar para a fase seguinte do Mundial.

A iniciar sessão com Google...