Guilherme e Máxima foram cumprimentar o selecionador Dick Advocaat e os jogadores

Decore este nome: Eloy Room fez recorde de defesas em 90 minutos num Mundial e garantiu ponto histórico a Curaçau

Depois de Vozinha, há um novo guardião a fazer história

Há muitos golos marcados, mas este parece estar a ser o Mundial dos guarda-redes. Depois de Vozinha por Cabo Verde, que brilhou com 7 defesas frente a Espanha, um novo herói se apresentou enquanto a Europa dormia: Eloy Room.

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O guarda-redes de Curaçau assinou uma exibição histórica ao realizar 15 defesas contra o Equador, estabelecendo um novo recorde de intervenções num jogo de 90 minutos na história da competição, com o jogo a terminar 0-0. Quem foi a Kansas queria ver golos, mas acabou por assistir a uma performance monumental, que incluiu dez defesas a remates dentro da área, garantiu que a sua baliza permanecesse inviolada e permitiu a Curaçau conquistar o seu primeiro ponto de sempre no torneio, um feito decorrente da sua exibição e celebrado efusivamente.

Com esta atuação, o guardião de 37 anos tocou o registo de Tim Howard, que tinha feito 16 defesas pelos Estados Unidos, mas num jogo com prolongamento em que sofreu dois golos. «Não estava ocupado a contar as defesas durante o jogo, mas sabia que eram muitas. Fiquei um pouco chateado por não ter batido o recorde do Tim Howard, mas estou orgulhoso na mesma», reconheceu Room.

A exibição de Room foi tão impressionante que até o seu homólogo equatoriano, Hugo Galíndez, se rendeu ao seu talento. «A figura foi o guarda-redes contrário, teve uma noite de sonho», afirmou.

Depoid da derrota contra a Alemanha por 1-7, a recompensa do primeiro ponto em Mundiais e a festa decorreu sem esquecer Jairzinho Pieter, ex-guarda-redes da seleção que morreu em 2019, aos 31 anos.

Visitas dos reis dos Países Baixos

Nascido nos Países Baixos, Eloy Room é um de vários que escolheu a herança familiar: representa a seleção caribenha desde 2015, após ter sido convencido por Patrick Kluivert a jogar pelo país do pai, Lesley Room.

A carreira de Room desenvolveu-se maioritariamente nos Países Baixos, com passagens por clubes como Vitesse, Go Ahead Eagles e PSV, antes de se mudar para os Estados Unidos para representar o Columbus Crew, onde conquistou duas ligas e uma taça. Em 2023, regressou ao Vitesse por uma temporada, seguindo-se uma curta passagem pelo Círculo de Bruges, na Bélgica. Atualmente, defende as cores do Miami FC, da segunda divisão norte-americana.

Dadas as ligações de Curaçau aos Países Baixos, de cujo reino faz parte, na tribuna esteve a família real neerlandesa - mais cedo estivera no jogo com a Suécia - e os reis Guilherme e Máxima até foram ao balneário. «Eles estavam muito felizes e orgulhosos e deram-me os parabéns. E até dançaram no balneário ao som da nossa música. É inacreditável que tenham assistido a este jogo», partilhou.

Até agora. o ponto mais alto da sua carreira talvez tivesse sido aquele jogo em que Messi lhe pediu a camisola - é aliás um pin no seu Instagram, mas o perfil vai ter de ser atualizado.

A popularidade disparou nas redes sociais, à semelhança do que aconteceu com Vozinha: viu o seu número de seguidores no Instagram saltar de 127 mil para mais de 700 mil após a partida histórica.

No jogo inaugural do Mundial, contra a Alemanha, sofreu sete golos, mas teve a oportunidade de defrontar Manuel Neuer, uma das suas grandes referências. Questionado antes do jogo se pediria a camisola ao alemão, respondeu com humor: «Acho que o Neuer vai querer a minha». Embora a brincadeira não se tenha concretizado, a sua exibição contra o Equador garantiu que, agora, o mundo do futebol conhece o seu nome.

E o jogo?

Desde o início, o Equador assumiu o controlo do jogo. Logo nos primeiros minutos, um passe milimétrico de Moisés Caicedo isolou Valencia, mas Room, com uma defesa prodigiosa, negou o golo. O domínio equatoriano intensificou-se com o passar do tempo, resultando em sucessivas oportunidades de perigo junto à baliza de Curaçau.

Por sua vez, a equipa orientada por Dick Advocaat, mostrava mais limitações no ataque, mas os contra-ataques dinâmicos, envolvendo vários jogadores, começaram a criar dificuldades à defesa sul-americana. A solidez defensiva, alicerçada na exibição de Room, permitiu que a equipa caribenha chegasse ao intervalo com o nulo no marcador, apesar da pressão adversária. Ao intervalo, o selecionador do Equador, Beccacece, procurou dar mais profundidade ao ataque ao substituir Alcivar, o único jogador amarelado na primeira parte, por Kevin Rodríguez. A alteração surtiu efeito imediato, com o Equador a recuperar o ritmo forte no início da segunda parte. Mas Curaçau sentia estar cada vez mais perto de um empate memorável para a mais pequena nação a participar num Mundial, e conseguiu mesmo.

Quanto às contas do grupo E, Alemanha está qualificada com 6 pontos, a Costa do Marfim tem três, Equador e Curaçau têm um ponto cada.

(em atualização)

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