'Seagulls' já venciam por 3-0 aos 10 minutos. Destaque para o golaço de Diego Gómez. #DAZNPremier

Crystal Palace criticado por uso de águia «desorientada e em pânico»

Clube utiliza o animal como mascote antes dos jogos há 16 anos

A organização de defesa dos direitos dos animais PETA (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) apelou ao Crystal Palace para abdicar da sua mascote viva, uma águias-de-cabeça-branca, alertando que o ambiente vivido nos recintos desportivos deixa a ave «desorientada e em pânico», além de colocar em risco a segurança dos próprios adeptos.

Numa carta enviada ao emblema londrino e revelada pela Imprensa inglesa, a instituição sublinhou que a intensidade das luzes, o ruído elevado e a agitação das bancadas fazem com que os estádios «não sejam locais para animais». A tomada de posição surge numa altura em que Phoenix, a jovem águia que assumiu a função de mascote oficial dos eagles, viu serem cancelados os planos para o seu voo inaugural sobre o relvado antes do apito inicial num encontro desta temporada, não voltando a marcar presença em Selhurst Park.

A ave foi apresentada aos adeptos em agosto de 2024, com apenas quatro meses de idade, durante o intervalo de uma receção ao West Ham. Na altura, a fundação onde vive a águia, a Eagle Heights Wildlife Foundation em Kent, destacou que a cria «tinha sido cuidadosamente preparada para o seu prestigiado papel como mascote oficial viva do Crystal Palace desde o nascimento».

Carys Bennett, responsável de projetos da PETA, criticou duramente a permanência do animal em eventos desportivos: «As águias-de-cabeça-branca são veneradas como símbolos de liberdade, mas Phoenix está a ser utilizada como pouco mais do que um adereço para entreter adeptos de futebol. O Crystal Palace já tem uma mascote humana para animar os adeptos, pelo que não há razão para arrastar um animal selvagem para um estádio barulhento e apinhado. A PETA insta o clube a deixar Phoenix abrir as asas e a retirá-la definitivamente das funções em dias de jogo.»

A ligação do clube a este símbolo remonta a 1973, quando o então treinador Malcolm Allison alterou a alcunha histórica da equipa de glaziers para eagles. O recurso a aves vivas no recinto começou em 2010 com a águia Kayla, que participou nas cerimónias pré-jogo até morrer, em 2020. A PETA recordou igualmente um incidente ocorrido em 2015, quando um adepto do Charlton foi condenado por tentar agredir Kayla durante uma partida da Taça da Liga inglesa.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...