Franclim Carvalho é o senhor que se segue no SC Braga
Franclim Carvalho é o senhor que se segue no SC Braga

Sai Vicens, entra Franclim Carvalho: a dança de treinadores na era António Salvador

Com 32 técnicos em 23 anos e meio, o SC Braga regista uma média de apenas oito meses por treinador — um ritmo de chicotada psicológica muito superior ao dos três grandes

Sai Carlos Vicens, entra Franclim Carvalho. Vicens durou 15 meses no comando do SC Braga. É quase o dobro da média de longevidade dos treinadores da era António Salvador (2003-2026). Em 23 anos e meio de presidência, António Salvador teve 32 treinadores. Ou seja, cada técnico dura, em média, sensivelmente oito meses em Braga.

António Salvador mexeu 29 vezes na equipa técnica (Jesualdo Ferreira, Carlos Carvalhal, António Caldas, José Peseiro, Abel Ferreira e Artur Jorge repetiram). O período mais conturbado foi em 2019/2020. Ricardo Sá Pinto começou a época, mas saiu em dezembro. Salvador chamou Rúben Amorim, que trabalhava nos escalões de formação dos bracarenses, para o comando da equipa principal. Amorim estava a agradar aos adeptos e ao presidente, mas um telefonema de Frederico Varandas e Hugo Viana levou-o para o Sporting. Seguiram-se, na segunda metade de 2019/2020, Custódio Castro, Artur Jorge e Carlos Carvalhal. O que, a juntar a Sá Pinto e Rúben Amorim, perfaz um total de cinco treinadores numa só época.

Nestas mais de duas décadas de António Salvador como líder do SC Braga, seis treinadores tiveram mais de uma passagem pela equipa: Abel Ferreira, António Caldas, Artur Jorge, Jesualdo Ferreira e José Peseiro com duas, e Carlos Carvalhal com três. Quatro deles ultrapassaram os 100 jogos e, de algum modo, superaram a escassa paciência de António Salvador: Carlos Carvalhal (221), Jesualdo Ferreira (152), Artur Jorge (104) e Abel Ferreira (103). Carlos Carvalhal, porém, fê-lo em três períodos distintos: 13 jogos em 2005/2006, 104 em 2020-2022 e 104 entre 2024 e 2025.

Desde que António Salvador é presidente do SC Braga, o Benfica teve 17 treinadores: José Antonio Camacho, Giovanni Trapattoni, Ronald Koeman, Fernando Santos, de novo José Antonio Camacho, Fernando Chalana, Quique Flores, Jorge Jesus, Rui Vitória, Bruno Lage, Nélson Veríssimo, de novo Jorge Jesus, de novo Nélson Veríssimo, Roger Schmidt, de novo Bruno Lage, José Mourinho e Marco Silva.

O FC Porto, no mesmo período (2003 a 2026), teve também 17 treinadores: José Mourinho, Víctor Fernández, José Couceiro, Co Adriaanse, Jesualdo Ferreira, André Villas-Boas, Vítor Pereira, Paulo Fonseca, Luís Castro, Julen Lopetegui, Rui Barros, José Peseiro, Nuno Espírito Santo, Sérgio Conceição, Vítor Bruno, Martín Anselmi e Francesco Farioli.

O Sporting, nestes 23 anos e meio, teve muito mais treinadores do que Benfica e FC Porto, mas ainda assim bem menos do que o SC Braga: 23. A saber: Lászlo Boloni, Fernando Santos, José Peseiro, Paulo Bento, Carlos Carvalhal, Paulo Sérgio, Alberto Cabral, José Couceiro, Domingos Paciência, Ricardo Sá Pinto, Oceano Cruz, Franky Vercauteren, Jesualdo Ferreira, Leonardo Jardim, Marco Silva, Jorge Jesus, de novo José Peseiro, Tiago Fernandes, Marcel Keizer, Leonel Pontes, Silas, Rúben Amorim e Rui Borges.

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