Cristiano Ronaldo recusa jogar pelo Al Nassr
Cristiano Ronaldo está decidido a falhar o próximo jogo do Al Nassr, agendado para esta segunda-feira, frente ao vizinho Al-Riyadh, a contar para a 20.ª jornada da Liga saudita, apurou A BOLA.
O motivo, ao contrário do que foi inicialmente veiculado na imprensa daquele país, não está relacionado com qualquer gestão física do avançado português, a pensar no duelo com o campeão Al Ittihad, de Sérgio Conceição, agendado para a próxima sexta-feira, dia 6 de fevereiro.
De acordo com o que apurou o nosso jornal, junto de fonte do Al Nassr, Cristiano Ronaldo mostra-se descontente com a gestão que o PIF (Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita) está a fazer do clube que representa há três anos, sobretudo em comparação com o tratamento que tem sido dado aos rivais, também geridos pelo mesmo fundo.
Capitão do Al Nassr, Cristiano queixa-se de desinvestimento no Al Nassr. Jorge Jesus não tem recebido os reforços pedidos, e a prova disso é que o único jogador contratado neste mercado de inverno foi Haydeer Abdulkareem, um médio de 21 anos recrutado no Iraque.
De recordar que o Al Nassr tem dois portugueses na estrutura diretiva, Simão Coutinho (diretor desportivo) e José Semedo (CEO), mas estes ficaram com os poderes congelados no início do mês, por decisão do Conselho Diretivo.
Todo este contexto contribui para a insatisfação de Cristiano Ronaldo, que considera que a gestão está a ser prejudicial para o Al Nassr, sobretudo em comparação com o Al Hilal, que está bem mais ativo no mercado - pagou dois milhões de euros à Fiorentina pelo central espanhol Pablo Marí, por exemplo, e vai desembolsar 30 milhões de euros por Kader Meité, jovem avançado francês do Rennes.
Pode não ficar por aqui, até porque, nas últimas horas, surgiu a possibilidade de Karim Benzema rumar ao Al Hilal, perante o impasse nas negociações para renovar com o Al Ittihad. A equipa orientada pelo italiano Simone Inzaghi estará ainda a fechar a contratação de Saimon Bouabré, internacional sub-21 francês do Neom, também da Liga saudita, que custará 30 milhões de euros.
O boicote de Cristiano Ronaldo não é, contudo, o primeiro sinal de insatisfação evidente no Al Nassr. De recordar que, em meados de janeiro, Jorge Jesus defendeu que o seu atual clube «não tem o poder político do Al Hilal», equipa que orientou anteriormente. Um posicionamento que teve forte repercussão no futebol saudita, e que levou inclusivamente o Al Hilal a pedir uma suspensão para o técnico português, de seis meses a um ano.
ARTIGO ATUALIZADO