Declarações do capitão da Seleção antes do embate com País de Gales para a Liga das Nações
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Cristiano Ronaldo: «Quando sentir que não estou aqui a fazer nada...»

Capitão da Seleção Nacional afirmou que será o primeiro a «pegar na mala» e ir embora se não se sentir desejado e deixou uma promessa para quando anunciar a retirada

Cristiano Ronaldo abordou o tópico da reforma, em conferência de imprensa de antevisão ao duelo de Portugal com o País de Gales na Liga das Nações, e afirmou que, apesar de ter 41 anos, continua a sentir-se útil à Seleção Nacional, pelo que não pensa, para já, na possibilidade de pendurar as chuteiras a nível internacional. Aliás, fez a promessa de que, quando chegar o momento, fará um anúncio para avisar os portugueses e não só.

«Venho à Seleção porque acho que faço diferença no meu clube. Tudo o que o mister precisar, para jogar, para sair, entrar ou não jogar, o orgulho de representar Portugal é mais do que qualquer jogador internacional. Ninguém tem mais internacionalizações do que eu. Por ser o capitão, ter anos de casa e poder ajudar o grupo de trabalho, é o que vou continuar a fazer», começou por dizer.

«Se o mister não contar comigo, eu posso sair já hoje. Quando chegar o momento, sou o primeiro em conversa, conjunta... quando sentir que não estou aqui a fazer nada, não faça golos, ou mau ambiente. Agarro na minha mala e vou-me embora. Se contam comigo, se os portugueses contam comigo... é só por isso, não há mais interesses. O dia em que não contarem comigo, não há problema nenhum, ajudarei no que precisarem e serei sempre o espectador número 1», atirou.

Questionado sobre os mil golos, Ronaldo admitiu que desejava chegar a essa marca pela Seleção. «Já admiti que quero chegar e vou chegar. Obsessão não, não faço as coisas assim, porque depois não sai como nós queremos. O resto é desfrutar o dia a dia, agora é a Liga das Nações com o novo selecionador, espero que as coisas possam correr da melhor maneira e possa continuar a desfrutar. Quero muito, sim», disse, afirmando que é especial voltar a Alvalade, muitos anos depois.

«Sentimento especial, porque foi quase lá que começou a minha história bonita no futebol. Tenho muito orgulhos por isso, representar a Seleção passados tantos anos onde me estreei para o mundo. É um momento bonito. É sempre um prazer vir representar a seleção, é como se fosse a primeira vez. Entro dentro de campo com um sentimento de alegria, paixão. Terei um sentimento um pouco mais especial por ser em Alvalade», concliuiu.

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