Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção Nacional e avançado do Al Nassr - Foto: X/@Cristiano
Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção Nacional e avançado do Al Nassr - Foto: X/@Cristiano
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Ronaldo: «Como disse Jesus, e concordo, os estatutos não contam para nada»

Capitão da Seleção garante que está «feliz» pelo selecionador contar com ele e que tem demonstrado ser útil apesar dos 41 anos. Deixou ainda mensagem a Martínez e afirmou que, com o seu sucessor, o estilo de jogo vai ser mais ofensivo

Antes da conferência de imprensa, Cristiano Ronaldo falou à Sport TV e Canal 11 e fez uma pequena antevisão ao jogo com o País de Gales para a Liga das Nações, agradecendo o trabalho de Roberto Martínez e desejando boa sorte a Jorge Jesus.

«Expectativas são praticamente as mesmas, tentar ganhar, como sempre. Sabemos que é uma nova era, um novo selecionador, ideias diferentes, um ar diferente. Aproveito para agradecer o trabalho que Roberto Martínez fez por Portugal, independentemente de ser de outra nacionalidade deu sempre o seu máximo e ganhou uma Liga das Nações. Temos de dar mérito às pessoas que merecem, mas agora é o momento de Jorge Jesus. Uma nova competição, queremos ganhá-la também, queremos começar amanhã com o pé direito e estamos muito confiantes que as coisas vão correr bem», começou por dizer, admitindo que Portugal pode jogar de forma mais ofensiva.

«Eu tive a oportunidade de trabalhar com o mister um ano no clube, sei as suas ideias, sei como trabalha, portanto acredito que será um futebol diferente. Não digo melhor ou pior, mas a ganhar que é o mais importante. Independentemente de ser mais ofensivo ou menos ofensivo, o que conta é a bola entrar, ganhar troféus e chegar o mais longe possível. É sempre assim. Sei que o futebol vai ser mais ofensivo, pelo menos vamos tentar. Se as coisas correrem bem, corre bem para Portugal e para os jogadores, é o que queremos», afirmou, desconhecendo se, daqui a um ano, estará mesmo reformado, apesar das declarações durante o verão.

«Eu não penso a longo prazo, independemente de tudo o que aconteceu, o que vai acontecendo aprendi a pensar no momento. O momento é este, uma nova competição. Estou preparado, Jorge Jesus conta comigo, eu conto com os portugueses, é mais um ano na Seleção, o que me orgulho. Será a próxima época? Talvez, não sei, o que às vezes dizemos hoje é mentira e vice-versa. Poderá ser, não sei, se o corpo me permitir e a mente também... não sei o que vai acontecer. Digo de coração: não sei o que vai acontecer daqui a uma época», explicou, garantindo que, aos 41 anos, continua motivado para mais.

«Estou sempre feliz, se não estivesse feliz não queria representar a Seleção. Não fazia sentido, se não contassem comigo também, as provas têm de ser dadas nos clubes, os jogos, golos, forma física. Como disse o mister e concordo com ele: os estatutos não contam para nada. Tenho demonstrado todos os anos que as épocas que faço são diferenciadas e na Seleção faço o mesmo. Estou feliz, competição nova, estou a desejar que comece. Vão ser quatro jogos em 15 dias, é exigente, vamos precisar de todos os jogadores e é começar com o pé direito», concluiu.

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