Anders e Tobias Halland Johannessen dormiram ao relento... e gostaram
Anders e Tobias Halland Johannessen dormiram ao relento... e gostaram

Em dia de pausa no Tour, corredores dormem na varanda do hotel devido a más condições

Insatisfeitos com a qualidade do alojamento durante o dia de descanso do Tour 2026, ciclistas noruegueses da Uno-X Mobility optaram por uma solução radical: moveram a cama para a varanda e passaram a noite ao relento

A primeira jornada de descanso do pelotão do Tour, esta segunda-feira em Cantal, no sul do Maciço Central, revelou-se problemática para algumas equipas. Antes da 10.ª etapa de montanha, entre Aurillac e Le Lioran, os irmãos Anders e Tobias Halland Johannessen, da equipa norueguesa Uno-X, depararam-se com um hotel... duvidoso.

Anders Halland Johannessen partilhou vídeos na sua conta da rede social X que mostravam o estado do quarto, com teias de aranha, pó e sujidade no chão, o que levou os gémeos a tomar uma decisão invulgar.

Os dois ciclistas moveram as cama e o colchão pessoal, que transportam de hotel em hotel, para a varanda do quarto.

«Improvisar, adaptar, superar. O interior do hotel: duvidoso. O exterior: super agradável», escreveu Tobias numa publicação no Instagram, acompanhada por uma foto do irmão já instalado com uma máscara de olhos.

Aparentemente, a experiência foi um sucesso. Na manhã de terça-feira, Anders publicou uma nova história para os seus seguidores com a legenda: «Sono 7/7, recomendo». A noite ao ar livre, com vista para os Montes de Cantal, parece ter sido a solução ideal.

Outras equipas também enfrentaram contratempos nos seus alojamentos. A UAE de Tadej Pogacar e a Bahrain-Victorious ficaram instaladas em hotéis sem ar condicionado em plena onda de calor, o que levou Pogacar a defender Tour e Vuelta fora do verão. «Se eu tivesse o poder de mudar tudo, mudaria todo o calendário. Não competiria em julho e agosto nos locais quentes e faria um calendário completamente diferente, mas isso é algo que precisa de ser muito bem pensado. Não é algo que eu possa fazer, e talvez o próximo passo seja começar as etapas mais cedo», sugeriu.

A avaliação de Magnus Cort

Magnus Cort, colega de equipa dos irmãos Johannessen, conhecido pelo hábito de classificar detalhadamente todos os hotéis durante as três semanas de corrida, avaliando desde a qualidade da casa de banho ao espaço para abrir as malas, também deu parecer: e foi negativo.

«Tem uma vista fantástica e, por fora, até tem bom aspeto. Mas, na realidade, está entre os piores sítios onde já fiquei.Ficámos num apartamento inteiro, com capacidade para até oito pessoas, por isso o Anthon e eu não nos podíamos queixar da falta de espaço. O apartamento distribuía-se por três pisos, sendo o piso inferior a entrada, a casa de banho e o WC. Desta vez não estava completamente encharcado e havia apenas um ligeiro cheiro a humidade e bolor. Tivemos ainda o luxo de encontrar papel higiénico seco.Ter um lavatório dentro do roupeiro até deu jeito, porque assim não tive de subir dois lanços de escadas durante a noite.É difícil encontrar muitos mais aspetos positivos neste alojamento. Estava sujo, não tinha ar condicionado nem Wi-Fi. Via-se que estava muito desgastado, com várias coisas partidas, como o suporte do papel higiénico e o suporte do chuveiro.Apesar de ter sido melhor do que da última vez, continua a merecer apenas 1 em 7 estrelas.»

(atualizado às 10h20)

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