Coreia do Sul repete tática para confundir 'espiões' antes do Mundial 2026
A seleção da Coreia do Sul encerrou a preparação para Mundial com uma vitória curta, 1-0 sobre El Salvador, mas o claro objetivo era não revelar nada de importante. Em Sandy, Utah, nos Estados Unidos, o selecionador Hong Mjong-po recorreu a várias medidas para confundir os observadores adversários.
A equipa asiática alinhou com uma formação alterada, sem nomes nas camisolas, e com números diferentes do habitual, para dificultar o trabalho dos olheiros dos futuros adversários. Algumas das principais figuras, incluindo o capitão Son Heung-min, tiveram descanso e só entraram em campo na segunda parte, e com o número 13, ao invés do 7, que foi atribuído. Foi o seu 145.º jogo pela seleção, um recorde pessoal. Outros exemplos foram central Kim Min-jae, que trocou o seu habitual número 4 pelo 16, enquanto o avançado Cho Gue-sung envergou a camisola número 3, um número tradicionalmente reservado a jogadores defensivos.
This is the first time we are seeing Oh Hyeon-gyu and Son Heung-min on the pitch at the same time. 😭😭
— Joel Kim (@KNTFootball) June 4, 2026
It took the 2nd half of our last game before the World Cup to finally see this. 😤🫡🇰🇷#오현규 #손흥민 #besiktas #lafc #thfc pic.twitter.com/wIA7QEhatF
O único golo do encontro foi marcado aos 57 minutos por Lee Dong-gyeong, que, na cobrança de um livre direto, superou a barreira e o guarda-redes de El Salvador.
Após o jogo, o selecionador Hong Mjong-po confirmou que o objetivo dos jogos de preparação era não revelar todas as suas cartas. «Nestes jogos amigáveis, não quisemos revelar muito. Assim que chegarmos ao México, estaremos prontos para aperfeiçoar as nossas estratégias», afirmou na conferência de imprensa.
Esta tática não é inédita. No Mundial 2018, a Suécia tentou «espiar» os sul-coreanos e os jogadores trocaram de números. Nas palavras do então selecionador, Shin Tae-yong, «é muito difícil para os ocidentais distinguir os asiáticos entre si».
Os sul-coreanos escolheram El Salvador, uma seleção significativamente mais abaixo no ranking mundial, de forma intencional. Segundo o treinador, o estilo de jogo do adversário deveria assemelhar-se ao que os esperava no jogo de abertura do torneio. «A Chéquia joga um estilo semelhante. Penso que os nossos jogadores tiveram de aprender muito hoje contra este tipo de equipa. Temos de nos focar em criar mais oportunidades», acrescentou o selecionador, citado pelo portal iSport.
O estágio em Utah teve, para além da preparação tática, um significado prático. Os jogadores adaptaram-se à altitude elevada, uma vez que os jogos iniciais serão disputados em Guadalajara, no México. Após os duelos com a Chéquia e o México, encerrarão a fase de grupos com um encontro frente à África do Sul em Monterrey.